Introdução


kitesurf
Se o windsurf já é um esporte que atrai um grande número de praticantes em função de ser uma mistura de surfe e vento, imagine só a quantidade de atletas apaixonados pelo kitesurf – esporte que une nada menos do que o surfe, windsurf, wakeboard, esqui e vôo livre.

Considerado um dos esportes do momento, o kitesurf une o céu e o mar, o vento e as manobras, a pipa e a prancha. O kitesurf une todos os “melhores momentos” de vários esportes em um só: é possível velejar com ventos mais fracos do que no windsurf , saltar as ondas mais alto do que no wakeboard, e ainda saltar em lagos e rios que não possuem ondas.


Imagem cedida por Kitesurfmania

O esporte, também conhecido como kiteboarding ou flysurf, tem na pipa (kite, em inglês), o seu grande diferencial. O kitesurf é praticado com uma prancha e uma pipa, que é presa ao condutor através de quatro cordas. A pipa possui um desenho aerodinâmico bastante especial que permite que o vento passe por ela perpendicularmente.

Da pipa partem quatro cabos que, por sua vez, são presos na barra localizada no cinto do kitesurfer – duas cordas prendem-se no centro da barra e as outras duas na extremidade. O controle, então, da barra, é o que dá a direção da pipa e consequentemente do velejo. Através da barra, o kitesurfer pode virar para esquerda, direita ou ainda aumentar ou diminuir a velocidade.

Outro equipamento fundamental é a prancha, que pode variar de acordo com o “gosto do freguês” – o kitesurfer pode escolher entre pranchas direcionais, bidirecionais ou wakeboards (leia mais na página equipamentos).


Imagem cedida por Kitesurfmania

Será que hoje dá para velejar?

A força do vento é avaliada muitas vezes pela aparência da superfície do mar, ou seja, quanto maior o vento, maior o número e a altura das ondulações. A unidade de medida da velocidade do vento mais aceita em todo o mundo é o knot (nó, aqui no Brasil). Um nó equivale aproximadamente a 1, 8 km/h. Confira a relação entre a velocidade do vento, superfície do mar e o velejo.

Vento Mar Velejo
0 – 1 nó Espelhado Não dá para velejar
2 – 3 nós Encrespado É melhor ir surfar
4 – 6 nós Pequenas ondulações de 10 cm Já dá para encher o kite
7 – 10 nós Ondulações de 30 cm – pequenos “carneirinhos” É possível velejar com um kite grande
11 – 16 nós Ondas de 1 metro É possível velejar com um kite grande e começar a fazer manobras
17 – 21 nós Ondas de 2 metros Agora já é possível saltar, mas é melhor velejar com um kite médio
22 -27 nós Ondas de até 3 metros Um kite médio possibilitará muitas manobras e saltos altos
28 – 33 nós Mar grosso – ondas de até 4 metros Só dá para velejar com um kite pequeno – se você for iniciante, nem vá para a água
34 – 40 nós Ondas enormes de até 6 metros Melhor não arriscar...

• Fonte - Kitesurfmania


Mas atenção – todo o cuidado é pouco. O kitesurf é um esporte que pode ser perigoso se não for praticado de maneira adequada. O primeiro passo é, sem dúvida, fazer um curso com um instrutor profissional em uma escola adequada. Não dá para começar a praticar o kite sem ter uma noção mínima de direção e força do vento.

Os cursos básicos têm em torno de 10 horas/aula e os iniciantes aprendem primeiro a controlar o kite na areia para depois cair na água. O ideal é aprender em uma lagoa ou mar sem onda, com ventos de até 18 nós.

Neste artigo você ficará por dentro das regras básicas de segurança no kitesurf. Também apresentaremos a história do esporte, os detalhes do equipamento e muito mais. Vamos nessa – o vento está soprando forte no HowStuffWorks!

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