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| Liga dos Campeões |
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A Liga dos Campeões da Europa não surgiu por iniciativa da Uefa (Union des Associations Européennes de Football), a confederação que atualmente organiza a competição. Com os fundadores da entidade mais preocupados em criar um campeonato europeu de seleções (futuramente, seria a Eurocopa), o jornal francês L’Equipe desenhou uma competição continental de clubes em formato de playoffs, mas que contou com a chancela da Uefa.
A classificação para a recém-idealizada Liga dos Campeões não se dava por meio das colocações nos campeonatos nacionais, como acontece nos dias de hoje. O jornal convidou 16 clubes que julgou ter mais apelo para uma competição desta magnitude. Em reuniões nos dias 2 e 3 de abril de 1955, representantes das agremiações aprovaram por unanimidade as regras elaboradas pelo L’Equipe.
Nos anos que se seguiram, o método de classificação para o torneio mudou. Apenas os campeões das ligas de seus países e o atual campeão da Liga dos Campeões podiam jogar a competição. Além disso, ela foi conhecida por muito tempo por outro nome: era chamada de Copa Européia dos Clubes Campeões, ou simplesmente Copa Europeia. Em 1992/1993, tornou-se Liga dos Campeões e mudou a forma de disputa, incluindo mais clubes de cada país, em vez de apenas o campeão nacional. Um dado curioso é que, embora seja jogada durante toda a temporada em partidas de ida e volta, a final é decidida em apenas um jogo, em local definido antes do início da competição.
O primeiro jogo da história da Liga dos Campeões foi em Lisboa, onde o Sporting, de Portugal, empatou por 3 a 3 com o Partizan, que era da Iugoslávia, país que não existe mais. Nos anos iniciais da competição, o Real Madrid foi a grande força, vencendo as cinco primeiras edições. Essa foi a maior hegemonia da história do torneio, embora tenham existido outras fases de domínio. Ajax e Bayern de Munique chegaram a vencer a Liga dos Campeões três vezes seguidas.
Quem interrompeu o domínio do Real Madrid foi o português Benfica. Liderados por Eusébio, considerado maior craque da história de Portugal, o time venceu a Liga dos Campeões duas vezes consecutivas, em 1960/1961 e em 1961/1962. A equipe chegou à sua terceira final seguida, mas acabou derrotada pelo Milan, que ganhou seu primeiro título europeu. Nos dois anos seguintes, o maior rival do time italiano foi quem fez a festa: a Internazionale venceu as edições de 1963/1964 e 1964/1965.
Em 1965/1966, o Real Madrid conquistou seu sexto título. No ano seguinte, foi a primeira vez de um time do Reino Unido vencer a Liga dos Campeões. O Celtic, da Escócia, derrotou a Internazionale na final e se sagrou campeão. Na temporada 1967/1968, foi a vez de o Manchester United ganhar seu primeiro troféu da competição.
No início da década de 1970, a Holanda dominou o cenário europeu. Em 1969/1970, o Feyenoord foi campeão da Liga dos Campeões. Depois, nos três anos seguintes, o fantástico time do Ajax comandando pelo maior craque holandês de todos os tempos, Johan Cruijff, foi absoluto e conquistou as edições de 1970/1971, 1971/1972 e 1972/1973.

Imagem cedida pelo Steua Bucarest
Steua/Divulgação
Ainda na mesma década, o Bayern de Munique, da Alemanha, também venceu a competição três vezes consecutivas. A maior estrela era o zagueiro Franz Beckenbauer, considerado o maior craque alemão da história. Depois, seria a vez de os times ingleses iniciarem uma era de supremacia na Liga dos Campeões. Primeiro, o Liverpool venceu em 1976/1977 e em 1977/1978. Nos dois anos seguintes, o Nottingham Forest surpreendeu a Europa e foi bicampeão. Depois, o Liverpool venceu novamente. Em 1981/1982, foi a vez de o Aston Villa conquistar seu primeiro troféu da competição.
Em 1982/1983, o Hamburgo foi o campeão, na primeira vez em sete anos em que nenhum time inglês chegou à final. Ainda assim, o Liverpool voltaria à decisão do torneio nos dois anos seguintes, vencendo em 1983/1984 e sendo vice-campeão em seqüência. Nesta partida em que foi derrotado pela Juventus e perdeu a chance de se sagrar campeão, torcedores do time inglês, conhecidos como hooligans, partiram para cima dos fãs da equipe italiana, que se protegeram atrás de um muro no estádio Heysel, em Bruxelas. Os ingleses fizeram tanta pressão que o muro cedeu e caiu em cima dos torcedores da Juventus, matando 39 pessoas.
Devido a este incidente, os times da Inglaterra foram proibidos de jogar quaisquer competições européias sem prazo determinado para o fim da punição. Ela durou até 1990 para a maioria das equipes do país, mas o Liverpool foi condenado a ficar um ano a mais fora dos torneios continentais. Por isso, a Liga dos Campeões de 1990/1991 não teve representantes ingleses, já que o clube havia sido campeão da Premiership no ano anterior. Em 1991/1992, o Arsenal marcou a volta do futebol inglês à Liga dos Campeões.
No tempo em que os ingleses não participaram da competição, clubes que nunca a tinham conquistado ganharam espaço e conseguiram o troféu inédito. Em 1985/1986, o Steaua Bucareste foi o campeão sobre o Barcelona. No ano seguinte, foi a vez do Porto, de Portugal, derrotar o Bayern de Munique. No mesmo ano, o time português seria campeão mundial. Em 1987/1988, o PSV, da Holanda, conquistou seu primeiro título da Liga dos Campeões diante do Benfica.
Em 1988/1989 e 1989/1990, o Milan dominou completamente o cenário europeu. O time formado por craques como Maldini, Baresi, Van Basten e Gullit se sagrou bicampeão europeu. Aquela equipe era conhecida na Itália como “Os Invencíveis” ou o “Dream Team”. Em 1990/1991, o Estrela Vermelha ganharia seu primeiro título. No ano seguinte, o Barcelona finalmente conseguiria sua primeira taça da Liga dos Campeões.
Na década de 1990, não houve uma grande hegemonia, com muitos clubes ganhando a Liga dos Campeões. Além do Milan, do Barcelona e do Estrela Vermelha, foram campeões o Olympique de Marselha, o Ajax, a Juventus, o Borussia Dortmund, o Real Madrid e o Manchester United, que interrompeu o jejum das equipes da Inglaterra com seu título em 1998/1999. Na temporada seguinte, o Real Madrid ganhou a última Liga dos Campeões do século XX, assim como havia sido campeão da primeira.
Nos anos 2000, a variedade continuou. Nenhum clube foi bicampeão desde as duas vitórias seguidas do Milan no início da década de 1990. As maiores potências européias seguiram se revezando como as vencedoras do torneio, com o futebol português voltando com força ao cenário do continente. O Porto foi campeão em 2003/2004. No ano seguinte, um dos jogos mais incríveis da história da Liga dos Campeões: o Milan vencia o Liverpool por 3 a 0 e estava levando o título, mas os ingleses conseguiram o empate e conquistaram o troféu nos pênaltis.
Na temporada 2005/2006, o Barcelona, de Ronaldinho Gaúcho, foi o campeão. No ano seguinte, o Milan, comandado pelo brasileiro Kaká, se vingou do título perdido para o Liverpool dois anos antes vencendo os ingleses por 2 a 1. Kaká foi o artilheiro desta edição do campeonato.
Disputada no estádio Luzhniki, em Moscou, na Rússia, a edição 2007/2008 foi vencida pelo Manchester United.
A final de 2008/09, disputada em Roma, foi vencida pelo Barcelona. Já na temporada 2009/2010 a Internazionale de Milão venceu o Bayern de Munique na grande final.
Liga dos Campeões - clubes que participaram da temporada 2009/2010
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