Mark Philippoussis nasceu no dia 7 de novembro de 1976, em Melbourn, na Austrália. Filho de pai grego e mãe de origem italiana, Philippoussis não teve uma infância fácil - seu pai, Nick, era motorista de táxi e muito rude com o filho. Apesar disso, foi seu pai quem o incentivou a pegar pela primeira vez em uma raquete de tênis, aos seis anos de idade.

Em 1994 ele conquistou o título de duplas da chave juvenil de Wimbledon. Nesse mesmo ano, tornou-se um tenista profissional. A combinação de muito talento e um físico avantajado fizeram de Philippoussis um dos jogadores mais agressivos da época. Não foi à toa que o tenista recebeu o apelido de “Scud” (míssel russo). Philippoussis não queria saber quem estava na frente e metia a mão na bola. Seu saque beirava os 230 km/h.

 

Mark Phillippoussis
Crédito: João Pires
Mark Phillippoussis

Aos 19 anos (1995) tornou-se o jogador mais novo a ingressar no seleto grupo dos top 50 do ranking da ATP. Em 1996 foi o grande nome do Australian Open. Jogando em casa, Philippoussis derrotou ninguém menos do que o norte-americano Pete Sampras, na terceira rodada do torneio. Em 1997 bateu o recorde de saque mais veloz do mundo – 229 km/h – em partida contra o espanhol Albert Costa.

Em 1998 alcançou a sua primeira final de um Grand Slam. Philippoussis disputou a final do US Open, mas acabou perdendo para seu compatriota Patrick Rafter. Em 1999, ele alcançou seu melhor ranking – 8º do mundo – e entrou para o grupo dos top 10. Ainda em 99, ajudou a Austrália a vencer a Copa Davis. Porém, nesse mesmo ano, tiveram início as contusões no joelho que, mais tarde, o fariam abandonar as quadras de tênis.

Mark Phillippoussis
Crédito: João Pires
O saque de Mark Phillippoussis beirava os 230 km/h
Em 2003 esteve novamente disputando uma final de Grand Slam. Desta vez, o palco foi Wimbledon, porém, o tenista australiano acabou sendo eliminado pelo suíço Roger Federer. Ainda em 2003, Philippoussis protagonizou um dos melhores momentos de sua carreira ao derrotar o espanhol Juan Carlos Ferrero no jogo decisivo válido pela final da Copa Davis, garantindo o título à Austrália.

Em 2006, depois de muitas contusões, Philippoussis ainda encontrou forças para conquistar o seu 11º título de um torneio ATP, na grama de Newport. Esse foi o último título do jogador, que anunciou a sua retirada no ano seguinte.

Philippoussis pode não ter vencido um Grand Slam e nem ter sido o número 1 do mundo, mas foi um grande vencedor. Ao todo, conquistou 11 títulos ATPs, disputou duas finais de Grand Slams e ajudou a Austrália a conquistar dois títulos de Copa Davis. Além disso, representou a Austrália em três Jogos Olímpicos: Atlanta, 1996, Sidney, 2000, e Atenas, 2004.

Sua fama também extrapolou as quadras de tênis. Philippoussis foi eleito duas vezes um dos homens mais sexies do planeta pela Revista People. O jogador também participou de um reality show da rede norte-americana de televisão NBC, o “Age of Love”.

Atualmente o tenista disputa o circuito Outback Champions Series que reúne ex-campeões mundiais. Recentemente o australiano esteve no Brasil disputando uma etapa do circuito, o Rio Champions. E se não está nas quadras de tênis, Philippoussis pode ser encontrado no mar. Isso mesmo. O tenista frequentemente troca a raquete pela prancha de surfe (e isso sempre foi bastante comum até mesmo no auge de sua carreira). Durante o Rio Champions, Phillippoussis aproveitou para pegar onda na Praia da Macumba.

Mark Philippoussis

Mark Phillippoussis
Crédito: João Pires
Nome completo: Mark Anthony Philippoussis

Data de nascimento: 7 de novembro de 1976

Local de nascimento: Melbourn, Austrália

Local de residência: Melbourn, Austrália

Melhor ranking: 8º colocado no ranking da ATP (1999)

Destaques da carreira:

- Conquistou 11 títulos de torneios ATPs

- Vice-campeão do US Open (1998)

- Vice-campeão de Wimbledon (2003)

- Duas vezes campeão da Copa Davis (1999 e 2003)


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