História

Associazione Calcio Milan


Nome: Associazione Calcio Milan

Apelido: Rossoneri (rubro-negros) e Il Diavolo (os diabos)

Data de fundação: 16 de dezembro de 1899

Localização: Milão

Estádio: San Siro, com capacidade para 85.700 pessoas.

Maior artilheiro: Gunnar Nordahl (SUE), com 221 gols

Principais títulos:

Série A (17)
1901/1902, 1906/1907, 1907/1908, 1950/1951, 1954/1955, 1956/1957, 1958/1959, 1961/1962, 1967/1968, 1978/1979, 1987/1988, 1991/1992, 1992/1993, 1993/1994, 1995/1996, 1998/1999 e 2003/2004

Campeonato Mundial (4)
1969, 1989, 1990 e 2007

Liga dos Campeões (7)1962/1963, 1968/1969, 1988/1989, 1989/1990, 1993/1994, 2002/2003 e 2006/2007

Copa da Itália (5)
1966/1967, 1971/1972, 1972/1973, 1976/1977 e 2002/2003
Recopa Européia (2)
1967/1968 e 1972/1973

Supercopa Européia (5)
1989, 1990, 1994, 2003 e 2007

Supercopa da Itália (5)
1988, 1992, 1993, 1994 e 2004

Destaque na temporada 2006/07: Kaká

Brasileiros na equipe: Dida, Cafu, Emerson, Alexandre Pato, Kaká, Serginho, Digão e Ronaldo

* ACOMPANHE AQUI OS RESULTADOS DO CAMPEONATO ITALIANO

O Milan foi fundado no dia 16 de dezembro de 1899, inicialmente como uma agremiação de críquete e futebol. O time participou do campeonato nacional a partir do ano seguinte, quando disputou apenas uma partida e foi derrotado pelo Torino. Apesar disso, em 1901 já conseguiria seu primeiro título italiano.

Em 1906 e 1907, o clube repetiria o feito, tornando-se o segundo maior campeão italiano da primeira década do século XX. No período, apenas o Genoa levantou mais troféus.

Depois do excelente início, o time rubro-negro passou muito tempo colecionando resultados medianos. No fim da década de 1940, o sueco Nordahl entrou no elenco para tornar-se o jogador com maior média de gols na história da Série A italiana e o que mais fez gols em uma edição da competição, com 35 em 1949/1950. Ele foi a principal estrela na quebra do jejum de títulos da equipe rubro-negra ao vencer o Campeonato Italiano em 1950/1951.

O atacante, que ainda foi artilheiro da Série A por três vezes consecutivas (1952/1953, 1953/1954 e 1954/1955), levou o Milan a mais um título, na temporada 1954/1955, o quinto do clube. A partir daí, o título italiano tornou-se algo comum na história do time milanista. Em 1956/1957, ocorreria mais uma conquista do Campeonato Italiano. Com a chegada do brasileiro Altafini, no fim da década de 1950, o Milan ainda ganhou o scudetto em 1958/1959.

Na década de 1960, o Rossonero conquistou suas duas primeiras Ligas dos Campeões, que na época tinha o nome de Copa Européia. Em 1962/1963 e 1968/1969, a equipe rubro-negra venceu seus dois primeiros torneios internacionais. No primeiro, o herói foi Altafini, conhecido pelo apelido de Mazzola, que marcou duas vezes na final contra o Benfica do craque português Eusébio. No segundo, os rubro-negros derrotaram o Ajax do holandês Johan Cruijff por 4 a 1 e se sagraram campeões.

Esses títulos levaram o Milan a disputar o Mundial contra o vencedor da Copa Libertadores da América. Em 1963, o clube perdeu o terceiro jogo por 1 a 0 para o Santos de Pelé no Maracanã, sendo vice. Na segunda oportunidade, o fracasso não se repetiu. Com uma vitória por 3 a 0 no San Siro e uma derrota por 2 a 0 na Bombonera, o Milan venceu o Estudiantes de La Plata e foi campeão do mundo pela primeira vez.

Nessa mesma década, a equipe foi campeã nacional em 1961/1962 e 1967/1968 e venceu a Copa da Itália de 1966/1977. Depois desse período de grande sucesso, a equipe diminuiu o ritmo das suas conquistas, mas continuou com resultados expressivos, como os títulos da Copa da Itália em 1971/1972, 1972/1973 e 1976/1977 e a Série A de 1978/1979. Conquistando seu décimo scudetto, o Milan ganhou o direito de colocar uma estrela sobre o escudo do seu uniforme. Ainda hoje, apenas três times italianos detêm esse símbolo: a Juventus, que tem duas, e Internazionale e Milan, cada um com uma.

O início da década de 1980 foi um período negro para o time de Milão. Rebaixado para a Série B por envolvimento com um escândalo de manipulação de resultados, o clube venceu a segunda divisão no ano seguinte e regressou à elite. Apesar disso, teve seu pior desempenho na história da Série A e voltou a cair em 1981/1982. O clube só recuperou-se quando foi comprado pelo empresário italiano Silvio Berlusconi, no dia 20 de fevereiro de 1986. O dirigente contratou grandes jogadores para a equipe, como o atacante holandês Marco Van Basten.

O investimento deu certo. Na temporada 1987/1988, o Milan, de Van Basten, Gullit e Costacurta, saiu atrás, mas conseguiu uma incrível recuperação, culminando com uma vitória por 3 a 2 sobre o Napoli do craque argentino Diego Maradona, e garantiu o 11º título italiano da sua história. Na temporada seguinte, o inesquecível time montado por Berlusconi mostrou sua força mais uma vez e ganhou a Liga dos Campeões e, em seqüência, derrotou o Nacional de Medellín e foi campeão mundial pela segunda vez.

Nessa época, o Milan era conhecido como o Dream Team (time dos sonhos, em inglês) ou como “Os Invencíveis”. A equipe passou incríveis 58 partidas sem ser derrotada. Além do forte ataque formado pelos holandeses Gullit e Van Basten, craques como os zagueiros Baresi e Maldini também formavam uma defesa sólida.

Na temporada seguinte, o time rubro-negro repetiu a proeza e foi campeão da Liga dos Campeões e do Campeonato Mundial novamente. Em 1991, o treinador que comandou o Milan em todas estas conquistas, Arrigo Sacchi, saiu do clube para assumir a seleção italiana. Fabio Capello foi contratado para seu lugar e continuou a onda de sucesso do time milanista.

Depois disso, ainda na década de 1990, o Milan ganhou cinco vezes o Campeonato Italiano, sendo três consecutivos, e uma vez a Liga dos Campeões. Os últimos 20 anos foram os mais vitoriosos da história do clube. Nos anos 2000, conquistou o scudetto em 2003/2004 e a Liga dos Campeões nas temporadas 2002/2003 e 2006/2007. Em 2003, foi vice-campeão mundial, derrotado pelo Boca Juniors (ARG), mas deu o troco em 2007 - venceu o Boca na final do Mundial  de Clubes e se tornou o primeiro time a  conquistar esse título pela quarta vez.


Imagem cedida pela Associazione Calcio Milan
Milan/Divulgação

Apesar da grande f­ase, nem tudo foi sucesso para o Milan nos anos mais recentes. A equipe se envolveu no escândalo de manipulação de resultados. Assim, perdeu 30 dos 88 pontos conquistados na temporada 2005/2006 da Série A e foi condenado a começar o campeonato seguinte com menos oito pontos. Apesar do grande número de pontos deduzidos de 2005/2006, o desempenho do Milan continuou sendo suficiente para classificar a equipe para a Liga dos Campeões de 2006/2007, vencida pelo próprio time milanista. Na Série A da mesma temporada, terminou em quarto.

Mascote

Devido às cores de seu uniforme, o Milan tem o apelido de Il Diavolo, que em italiano significa “o diabo”. Por isso a mascote do clube é um diabo vestindo a camisa rubro-negra.


Mascote do Milan