O primeiro grande ídolo do Real Murcia adquiriu mais destaque pela atuação fora de campo do que propriamente pelo desempenho nos gramados. O atacante Sebastián Servet, que defendeu o time na década de 1920, ganhou fama ao sugerir uma mudança no símbolo da agremiação depois de ocorrer a incorporação do termo “real” ao nome do clube.
Não foi, porém, o único ídolo daquela época. Um jogador que marcou aquela geração de torcedores foi o inglês Tom Thompson, que chegou à cidade de Murcia em 1924, e transformou-se no primeiro estrangeiro a vestir a camisa do clube.
Outro que marcou época na década de 1920 foi o goleiro Francisco Juseph. O atleta era titular do Murcia durante o período pré-criação do Campeonato Espanhol, em que o clube disputou alguns confrontos equilibrados com o poderoso Real Madrid.
O maior artilheiro do Murcia na história do Campeonato Espanhol é o atacante hondurenho Roberto Figueroa. O atleta chegou ao clube em 1982, logo após disputar a Copa do Mundo de 1982, na Espanha, com a seleção de seu país, localizado na América Central. No primeiro ano, Figueroa ajudou o Murcia a voltar à primeira divisão do Nacional, e, posteriormente, seria o grande destaque do clube nos dois anos na elite, balançando as redes adversárias em 22 oportunidades. |
A época de ouro do Murcia, porém, foi na década de 1980, quando o time apareceu mais vezes na elite do futebol espanhol. Naquela equipe destacava-se o meio-campista brasileiro Guina, que fazia sucesso ao lado de nomes com Manolo e Figueroa.
O primeiro, inclusive, ganhou tanto destaque com a camisa do Murcia que conseguiu transferir-se para o Atlético de Madrid, clube pelo qual alcançou a artilharia do Campeonato Espanhol em 1991/92.
I