Ídolos, títulos e artilharia

Os primeiros grandes ídolos da história do Palmeiras apareceram na década de 20, quando o clube conquistou seus primeiros títulos. À época, o nome de maior destaque era Heitor Marcelino, que defendeu o clube de 1916 a 1931 e chegou a ser artilheiro do Campeonato Paulista de 1926. Seu melhor parceiro em todo o período foi Ernesto Imparato, que entrou para a história por uma vitória específica.

Em 1933, o Palmeiras goleou o arqui-rival Corinthians por 8 a 0, o maior resultado até hoje. Imparato marcou nada menos que três gols na partida. O artilheiro do jogo, no entanto, foi Romeu Pelliciari, outro ícone dos anais alviverdes.

Romeu defendeu o Palestra Itália durante toda a década de 30, e marcou 106 gols em 105 jogos, com a impressionante média de mais de um gol por jogo. Conquistou, no período, cinco Campeonatos Paulistas (1932, 1933, 1934, 1936 e 1940). Enquanto Pelliciari garantia na frente, Junqueira era o grande nome na defesa.

É, até hoje, considerado o maior zagueiro da história do clube depois de Luís Pereira (década de 70). Foi o primeiro atleta do clube a ser homenageado com um busto na frente da sede. Na década de 40, esses craques deram espaço a nomes como Waldemar Fiúme e Oberdan Cattani.

O último passou nada menos que 15 anos à frente da meta do Verdão, e é um dos melhores na posição na história. Já Fiúme ficou marcado pela versatilidade e pela qualidade de seu futebol. Começou como meia até se encontrar na quarta-zaga. Foi um dos campeões da Taça Rio, disputada em 1951. Em homenagem aos serviços prestados, a diretoria do clube mandou construir um busto do jogador na frente da sede.

A equipe que venceu a Juventus, da Itália, na final daquela competição, aliás, era recheada de grandes jogadores. Além de Fiúme, tinha Jair da Rosa Pinto, eleito o melhor do torneio e que até hoje é um dos maiores ídolos da história do clube.

Na segunda metade dos anos 50, o Verdão começou a montar a primeira “Academia”, maneira carinhosa como o time alviverde foi chamado pela categoria do futebol apresentado. Mazzola e Chinesinho passaram pelo clube na época, mas saíram antes do momento mais esperado.

A década de 60 chegou e trouxe consigo a expectativa de o Palmeiras conquistar títulos importantes. Chegava do Bangu Ademir da Guia, filho de Domingos da Guia, considerado o maior camisa 10 do clube em todos os tempos, último homenageado com um busto. Ao seu lado, tinha craques de seleção brasileira como Djalma Santos e Julinho Botelho.

Juntos, conquistaram os Paulistas de 1959, 1963 e 1966, além das Taças Brasil de 1960 e 1967 e dos Roberto Gomes Pedrosa de 1967 e 1969. No fim dessa geração, o “Divino” Ademir da Guia (como ficou conhecido o jogador) ficou como remanescente para a Segunda Academia de Futebol, ainda mais poderosa, que foi buscar o país.

Emerson Leão, Luís Pereira, Dudu e Leivinha acompanharam Ademir da Guia nas conquistas da década de 70. O ano de 1972, em especial, rendeu a todos muitas glórias. Foram cinco campeonatos conquistados: o Paulista, o Brasileiro, a Taça Cidade de Zaragoza, a Taça Mar del Plata e o Torneio Laudo Natel.

Em 1974, esses jogadores ainda foram responsáveis pelo sucesso em um dos clássicos mais marcantes contra o Corinthians. Na final do Paulista daquele ano, o Verdão venceu por 1 a 0 e manteve o rival na fila por mais alguns anos (já eram 20 na época).


Edmundo

O que aqueles jogadores não sabiam, porém, é que o time do Parque Antarctica viveria situação semelhante na década de 80, quando passou em branco. Foram 16 anos de jejum, só quebrados em 1993, com a conquista do Paulista e do Brasileiro. Naquela equipe, financiada pela parceria com a multinacional de laticínios Parmalat, estavam craques como Antonio Carlos, Roberto Carlos, Zinho, Mazinho, César Sampaio, Edmundo e Evair.

Todos esses escreveram seus nomes na história do clube por terem feito parte da equipe que encerrou a fase negra da agremiação, mas nenhum deles o fez como Evair. Grande líder daquela equipe, ele marcou o gol que garantiu o título paulista ao Verdão. Posteriormente, outros como Rivaldo e Djalminha também se firmariam na história do Palmeiras, principalmente com o título estadual de 1996.


Marcos

Ainda tinha espaço, porém, para mais um grande ídolo na galeria alviverde. Na segunda metade dos anos 90, quando Velloso perdeu força, Marcos surgiu como santo (“São Marcos”) e conquistou o coração das arquibancadas.

Primeiro com as defesas nas campanhas da Taça Libertadores de 1999. Em várias ocasiões, ele foi o responsável pelo avanço do clube em cobranças de pênaltis. As melhores lembranças, porém, vêm das semifinais da competição em 2000, quando o Palmeiras se encontrou com o arqui-rival Corinthians. Nas cobranças de pênaltis, ele parou Marcelinho Carioca, grande ídolo rival, e fez o clube avançar.

Mas não é só pelas conquistas que Marcos é lembrado. O goleiro esteve com o clube no momento mais difícil de sua história. Campeão mundial com a seleção brasileira em 2002, preferiu disputar a Série B do Brasileirão em 2003 com o Verdão a sair para o exterior.

Confira abaixo uma entrevista com o craque Amaral.

Artilharia

O maior artilheiro da história do Palmeiras é Heitor Marcelino, que defendeu a agremiação de 1916 a 1931, marcando nada menos que 284 gols no período.


Principais títulos

Campeonato Paulista

1920 1926 1927 1932
1933 1934 1936 1940
1942 1944 1947 1950
1959 1963 1966 1972
1974 1976 1993 1994
1996 2008



Taça Rio

1951

Taça Libertadores da América

1999

Copa Mercosul

1998

Campeonato Brasileiro

1972 1973 1993 1994

Copa do Brasil

1998

Taça Brasil

1960 1967

Copa dos Campeões

2000

Torneio Rio-São Paulo

1933 1951 1965 1993
2000