Curiosidades

Além de excelentes jogos, quebras de recordes e grandes finais, muita coisa aconteceu nesses 56 anos de história dos Jogos Pan-Americanos. Tá curioso? Nós vamos te contar.

Los hermanos

A única vez em que os Estados Unidos foram superados no total de medalhas foi no Pan da Argentina, em 55. Os argentinos conquistaram 120 medalhas e os norte-americanos obtiveram 98. A abertura desses Jogos contou com a preseça ilustre do presidente argentino da época, Juan Perón e sua mulher Evita.

Engravidar para vencer

Muitas atletas costumavam engravidar de propósito na década de 70, nas semanas que antecediam ao Pan. Tudo isso porque as mulheres ficam mais fortes nos primeiros meses de gestação, além de aumentar a capacidade aeróbica.

Uma longa viagem

A delegação brasileira levou 5 dias para chegar ao México, onde disputou o Pan de 55. Os atletas viajam em aviões da FAB (Força Aérea Brasileira). Já os norte-americanos (que estavam quebrados naquela época) precisaram contar com a ajuda de empresas particulares que pagaram a passagem para eles. A Paramount Pictures chegou até mesmo a doar a bilheteria do primeiro dia de exibição do filme The Country Girls para a delegação norte-americana.

Sem ar condicionado eu não durmo

Apesar dos Jogos de 1991 terem sido realizados em Havana, Cuba, os norte-americanos ficaram hospedados na Flórida (EUA). Diariamente eles voavam durante 45 minutos para disputarem os Jogos. Tudo isso porque não havia ar condicionado na Vila dos atletas.

Na cadeia

Pensando na segurança dos Jogos de 71, o governo colombiano colocou todos os bandidos "conhecidos" na cadeia antes dos Jogos começarem. Isto é que é repouso forçado.

É show

Uma das aberturas mais bonitas aconteceu no Pan de 1987, nos Estados Unidos. O evento aconteceu na pista da tradicional disputa das 500 milhas de Indianópolis. Além de um show com a turma de Walt Disney, também se apresentaram 45 músicos, um coral com 500 vozes, 2 mil dançarinos e cerca de 1.500 figurantes.

Pan de São Paulo

A tocha do Pan de São Paulo (1963) foi acesa em Brasília por um grupo de índios Carajás. A solenidade foi marcada pelo som do "Canto do Pajé", de Villa-Lobos. São Paulo iria sediar também o Pan de 75, mas um surto de meningite acabou fazendo com que o evento fosse transferido para o México.

Doping no Pan

O Pan de 1983 foi marcado pelo grande número de casos de doping. Ao todo, 19 atletas foram pegos pelos exames, a maioria deles usando anabolizantes. Um pouco antes do início desses Jogos, 12 atletas norte-americanos de atletismo “desistiram de participar”, o que levantou diversas suspeitas. Desses 19 “dopados”, 10 haviam conquistado medalhas.

Os esportes em que mais aparecem casos de doping são o levantamento de peso, e o atletismo. Mas até entre os esgrimistas já apareceram casos. Depois de 83, o número de casos diminuiu consideravelmente, veja abaixo:
- San Juan (1979 ): 1 caso
- Caracas (1983): 19 casos
- Indianópolis (1987): 7 casos
- Havana (1991): 5 casos
- Mar del Plata (1995): 4 casos
- Winnipeg (1999): 11 casos
- Sto. Domingo (2003): 9 casos

Alguns casos de doping ficaram famosos na história do Pan, como o do atleta cubano Javier Sottomayor, recordista mundial de salto em altura, pego no antidoping de Winnipeg, em 99. Em 2003, em Sto.Domingo, foram pegos alguns medalhistas como o jogador de beisebol mexicano, Salvador Rodriguez, o nadador norte-americano, Corrie Clark, e o ciclista de Barbados, Barry Ricardo.Todos eles tiveram suas medalhas cassadas.

Entre os brasileiros, até os Pan-americano de 2007, nunca houve um registro de caso de doping em Jogos Pan- americanos. Duas atletas brasileiras, porém, tiveram problemas com doping em competições que antecederam aos Jogos. Elisangela Adriano, medalhista de ouro em arremesso de peso em Winnipeg, foi pega em um antidoping em uma competição anterior, mas não houve represálias ao Pan. Porém, Maureen Maggi também do atletismo, não pôde participar do Pan de Sto.Domingo, pois havia sido pega em uma competição que antecedeu esses Jogos.

Infelizmente no Pan-americano realizado no Brasil em 2007, dois atletas brasileiros foram pegos. Segundo a ODEPA, os exames da nadadora Rebeca Gusmão e do levantador de peso Fabrício Mafra indicaram resultados analíticos adversos.

Em função desse resultado, o Comitê Executivo da entidade tomou as seguintes decisões:
- retirou a medalha de bronze e o diploma do atleta Fabrício Mafra na categoria 105 kg da competição de levantamento de peso;
- Retirou a medalha de ouro e o diploma da atleta Rebeca Gusmão na prova de 50m livre; a medalha de ouro e o diploma na prova de 100m livre; a medalha de prata e diploma no revezamento 4x100m livre e a medalha de bronze e o diploma no revezamento 4x100m medley.

Para saber ainda mais sobre doping, leia o artigo Como funciona o doping.

Antidoping no Pan 2007
   O Governo Federal Brasileiro investiu R$ 8, 415 milhões no Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico do Instituto de Química da UFRJ (Ladetec), único no Brasil credenciado pela Agência Mundial antidoping (Wada). Este é o laboratório responsável por realizar os exames antidoping nos atletas que disputam o Pan do Rio de Janeiro.
    Durante os Jogos, o Ladetec funcionou 24 horas por dia, sete dias por semana. Foram analisadas 60 amostras de urina por dia e dez procedimentos diferentes. No total, foram realizados cerca de 1.500 exames.
    Com exceção dos medalhistas e recordistas pan-americanos (todos são obrigados a realizar o exame), a seleção dos atletas que se submetem ao teste antidoping foi aleatória. A análise é sigilosa desde o momento da coleta. As amostras chegam ao laboratório apenas com um código e, internamente, é dado um outro código, para que o técnico de laboratório não saiba que competidor está sendo controlado.
    Os atletas selecionados para o exame foram convocados logo ao final das partidas ou competições. Nos esportes coletivos, em geral, foram convocados dois membros de cada equipe aleatoriamente. Uma vez notificados, os atletas compareceram ao local de realização do exame, em uma hora no máximo. A coleta foi feita individualmente, pelo próprio esportista, na presença de um observador, para garantir a qualidade e evitar fraudes.
   O Comitê Olímpico Brasileiro realizou em abril os exames preventivos de controle de dopagem com os atletas brasileiros. Os testes foram feitos em todos os atletas com chances de classificação para a competição.
   A UNESCO no Brasil, lançou no dia 11 de julho no Rio de Janeiro, uma campanha a favor do “jogo limpo”, buscando sensibilizar os atletas e o público em prol do esporte ético.
   Clique aqui e veja a versão de 2007 da cartilha sobre o uso de medicamentos no esporte. Confira os medicamentos proibidos, além dos direitos e responsabilidades no que diz respeito aos exames.

Grandes nomes do PAN

Vários atletas conhecidos mundialmente por suas vitórias já disputaram os Jogos Pan-americanos, como Michael Jordan (basquete- EUA), Javier Sottomayor (salto em altura- Cuba), Olegário Vásquez (tiro ao alvo- México), Teófilo Stevenson (boxe- Cuba), entre outros.


Imagem cedida por Comitê Olímpico Brasileiro
Crédito: Washington Alves/ COB/ Divulgação
Fernando Meligeni, medalhista de ouro no Pan de Sto.Domingo (Tênis)

Muitos brasileiros também já suaram a camisa lutando por mais uma medalha pelo Brasil, nos campos, nas pistas, nas quadras e nas águas. Conheça alguns deles: