Introdução

boxe

O boxe é um dos esportes mais antigos de que se tem notícia. Os primeiros indícios da prática do pugilismo datam do Egito, há 5 mil anos. A modalidade fez parte das primeiras Olimpíadas, disputadas na Grécia Antiga.

A reinvenção do esporte aconteceu no século XVII. Na Inglaterra, homens passaram a lutar sem luvas e podiam desferir chaves-de-braço e arranhões (golpes que, atualmente, não são permitidos). Em razão disso, as lutas eram muito brutas e violentas. Para resolver esse problema, o marquês de Queensberry criou as luvas acolchoadas, limitou a disputa aos socos e criou os rounds (ou assaltos), com o objetivo de atrair novos praticantes ao esporte.

O resultado foi bom. A modalidade cresceu e ganhou adeptos. Deveria ser incluída no programa dos primeiros Jogos Olímpicos modernos, em Atenas, em 1896, mas o comitê organizador decidiu cortá-la por achá-la muito perigosa.

Sua estréia aconteceria em 1904, em Saint Louis, nos Estados Unidos, principalmente porque o esporte era muito popular no país-sede. A influência dos organizadores seria mais uma vez decisiva oito anos depois, em Estocolmo, na Suécia, quando o boxe foi novamente retirado do programa porque sua prática era proibida naquele país.


Imagem cedida pelo Comitê Olímpico Brasileiro
Crédito: Wander Roberto/COB/Divulgação
Depois da Primeira Guerra Mundial, porém, a alta popularidade do boxe praticamente obrigou os organizadores a recolocarem o esporte nos Jogos. Assim, a modalidade voltou a valer medalhas em 1920, na Antuérpia, Bélgica.

A “nobre arte”, como o esporte ficou conhecido, ganhou cada vez mais espaços, e o grande número de fãs fez com que o boxe se profissionalizasse, com disputas nacionais e internacionais, novas federações e limites de assaltos.


Os Jogos, porém, não se renderam às mudanças, e nas Olimpíadas continuou prevalecendo o esporte amador, controlado pela Associação Internacional do Boxe Amador, criada em 1946.