Brasil

Assim como muitos outros esportes, a ginástica artística chegou ao Brasil por meio de imigrantes europeus, que começaram a praticá-la no Sul do país no início do século XX.


O esporte, entretanto, demorou a se expandir, pois não havia motivação suficiente para tanto. Até porque, não existia nenhuma entidade responsável pela organização e gestão da modalidade em território nacional. Isso só passou a acontecer em 1978, com a criação da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG). Os resultados, contudo, não apareceram logo nos anos subseqüentes, já que também não havia um projeto nacional para difusão e formação de atletas de nível elevado para a prática da modalidade.


O cenário só começou a mudar no ano 2000, quando foi criado o Centro Olímpico em Curitiba (PR), com o intuito de manter os melhores atletas em treinamento intensivo, tendo por objetivo a obtenção de resultados expressivos em competições internacionais. E isso não tardou a acontecer. Os primeiros vieram logo no ano seguinte, quando Daniele Hypólito conquistou a primeira medalha brasileira (prata) em Campeonatos Mundiais no exercício de solo, em Gante, na Bélgica.


A evolução continuaria em 2003. No Campeonato Mundial de Ginástica de Anaheim, no Canadá, Daiane dos Santos conseguiu o primeiro ouro do Brasil nessa competição, também na prova de solo. Nesse mesmo ano, o Pan-Americano de Santo Domingo ainda premiaria o Brasil com mais medalhas (veja detalhes no item Pan-Americano), que serviriam de motivação para a disputa das Olimpíadas de Atenas, em 2004.


A maior expectativa girava em torno do desempenho de Daiane dos Santos, que chegava como favorita para a conquista do ouro no solo. Todavia, ela decepcionou e terminou apenas na quinta colocação. Com isso, a melhor brasileira da competição acabou sendo Daniele Hypólito, que ficou na 12ª posição geral - melhor colocação da história da ginástica artística verde-amarela nos Jogos.


Após 2004, o grande nome da modalidade nacional passou a ser Diego Hypólito, irmão de Daniele. No ano seguinte, em Melbourne, na Austrália, o ginasta tornou-se o primeiro brasileiro da história a conquistar um título ao vencer a prova de saltos.


Nessa mesma época, Laís Souza também conseguiria seu espaço entre as mulheres. Ainda no feminino, destaque para Jade Barbosa, medalhista de ouro no Pan do Rio de Janeiro.


Imagem cedida pela Confederação Brasileira de Ginástica
Crédito: CBG/Divulgação
Laís Souza