O objetivo básico de um velejador é cruzar a linha de chegada antes que seus oponentes. Nos Jogos Olímpicos, o vencedor da competição é aquele que consegue somar mais pontos ao final de todas as regatas.
O curso normal da prova - em Olimpíadas e Pan-Americanos, por exemplo - é triangular, e a regata é normalmente dividida em cinco etapas: largada, contravento (quando os barcos navegam em direção à bóia de marcação), través (mudança de direção após contornar a bóia), popa (período em que os barcos vão à chegada) e chegada.
O trajeto de uma regata é demarcado por bóias, e a posição dos barcos em relação a elas varia de acordo com a classe que está sendo disputada. Os trajetos mais comuns são o outside e o inside, nos quais as embarcações passam por fora e por dentro das bóias, respectivamente. Em algumas provas, porém, o curso luff (ziguezague) também é percorrido.
Existem vários tipos de barcos à vela, utilizados em diferentes tipos de competição. No Pan-Americano do Rio de Janeiro, porém, apenas oito estarão em disputa: laser radial masculino, laser radial feminino, Neil Pryde RS:X, Lightning, Hobbie Cat16, Snipe, J-24 e Sunfish.
Na laser masculina, os barcos devem ter 4,23 m de comprimento e uma vela de 7,1 m² de área. Entre as mulheres, a vela precisa medir 5,1 m². Nos dois casos, apenas um atleta compete.
![]() Imagem cedida pelo Comitê Olímpico Brasileiro |
Na Snipe, por sua vez, duas pessoas a bordo comandam um barco de 4,7 m de comprimento e 10,8 m² de vela. Na J-24, os barcos têm 4,7 m de comprimento, 24,2 m² de vela e comportam cinco tripulantes. Na Sunfish, por fim, os barcos têm 4,9 m de comprimento e 20,3 m² de área de vela com dois tripulantes.
Existem ainda outras categorias, disputadas em outras competições, como as Olimpíadas, por exemplo. Uma das mais importantes é a Star, que já rendeu muitas medalhas ao Brasil. Nesta modalidade, a embarcação mede 6,92 m de comprimento e tem uma vela com 21,70 m² de área e dois tripulantes.