A natação é um dos esportes mais tradicionais do Brasil. O primeiro indício de prática esportiva da modalidade data de 1898, quando o Clube de Natação e Regatas, do Rio de Janeiro, organizou o primeiro campeonato nacional da modalidade.
No início, assim como em todo o mundo, as provas eram disputadas em mar aberto. As primeiras piscinas surgiram apenas em 1919, no Fluminense Football Club. A partir daí, a natação começou a expandir-se e passou a ser um dos esportes individuais mais praticados no país.
O primeiro destaque na modalidade surgiu em 1932. A carioca Maria Lenk, então com 17 anos, foi a primeira mulher sul-americana a disputar uma Olimpíada. Ela nadou nos Jogos de Los Angeles, nos Estados Unidos. Em 39, durante a preparação para os Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão, Lenk quebrou os recordes mundiais dos 200 m peito e 400 m peito. A competição, que aconteceria em 1940, acabou suspensa em razão da Segunda Guerra Mundial. Segundo a ex-nadadora, esta teria sido a maior frustração de sua vida.
Assim, a primeira medalha na principal competição mundial só foi conquistada em 1952, em Helsinque, na Finlândia, quando Tetsuo Okamoto ficou com o bronze na prova de 1500 m livre.
Apesar da tradição da modalidade no país, o ouro nas Olimpíadas nunca havia acontecido até Pequim. Os dois atletas que mais se aproximaram do feito foram Ricardo Prado e Gustavo Borges- ambos faturaram a medalha de prata. O primeiro nos 400 m medley em 1984, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Já o segundo obteve resultado similar em 1992, em Barcelona, na Espanha, nos 100 m livre, e em 1996, em Atlanta, nos Estados Unidos, nos 200 m livre.

Em 2008, nos Jogos Olímpicos de Pequim, o nadador brasileiro Cesar Cielo entrou para a história ao conquistar a primeira medalha de ouro da natação brasileira, e justamente na prova mais rápida da natação - os 50 m livre.
![]() Imagem cedida pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos |