O início da patinação artística no Brasil data do começo do século XX, quando descendentes de europeus trouxeram a modalidade ao país como forma de recreação.
Até a metade da década de 1910, o esporte só era praticado em rinques de praças e parques das grandes cidades, onde o público presente dava notas para alguns atletas que se apresentavam. E o primeiro nome a se destacar na modalidade foi o de José Erotides Machado, o “Tidoca”, o primeiro brasileiro a participar de um torneio no exterior, em competição realizada na França, em 1916.
Mesmo assim, as competições continuaram restritas às disputas em rinques de praças até meados da década de 50, quando o grupo norte-americano Skating Vanities fez exibições de patinação artística no Brasil. A partir de então, o esporte passou a ser praticado também em clubes sociais, o que contribuiu consideralmente para a expansão da modalidade.
Em 1975, foi organizado o primeiro Campeonato Brasileiro de Patinação Artística, no Clube Militar no Rio de Janeiro. Daí em diante, a Confederação Brasileira de Hóquei e Patinação (CBHP) passou a organizar torneios regularmente, e o país começou a ser representado com freqüência em competições internacionais, sem, no entanto, nunca ter conquistado nenhum resultado expressivo, a não ser as medalhas nas duas últimas edições dos Jogos Pan-Americanos.
O principal nome do esporte verde-amarelo na atualidade é Marcel Sturmer, medalha de ouro no Pan de Santo Domingo (2003) e no Pan do Rio de Janeiro (2007), e alvo de sondagens de clubes europeus logo após a conquista do feito. O atleta, entretanto, optou por permanecer treinando no Brasil.
