Curiosidades

  • O Campeonato Mundial de Tênis de Mesa é disputado a cada dois anos desde 1926, e a hegemonia do esporte mudou radicalmente de mãos a partir de um certo momento. No início, os países do Leste Europeu eram os maiores vencedores da modalidade - em especial a Hungria, seguida de longe por Romênia e Áustria. O domínio era tamanho que a primeira medalha de um país oriental no torneio individual só foi conquistada em 1952, quando o japonês Hiroji Satchi ficou com o ouro entre os homens.

  • Após a conquista de Satchi, porém, os asiáticos especializaram-se no tênis de mesa e conquistaram a hegemonia da modalidade. Atualmente, a China é a maior detentora de medalhas de ouro no torneio individual do Campeonato Mundial, com 31 conquistas (entre homens e mulheres), 21 a mais que a segunda colocada Hungria, que venceu a maioria de seus torneios na primeira metade do século XX.

  • A tradição dos asiáticos na modalidade influencia, inclusive, no tênis de mesa brasileiro. A maior parte dos grandes nomes do esporte nacional, como Hugo Hoyama, Ricardo Inokuchi, Cazuo Matsumoto, Gustavo Tsuboi, Mariany Nonaka e Lívia Mizobuchi, além do falecido Cláudio Kano, tem ascendência oriental.

  • A superioridade dos orientais no tênis de mesa tem despertado interesse de algumas confederações mais fracas, que optam pela naturalização desses atletas para que eles disputem torneio pelas novas nações. Tal expediente gerou um episódio curioso no Pan-americano de 2003, em Santo Domingo, na República Dominicana. Como país-sede, os donos da casa tinham vaga garantida na competição e resolveram “naturalizar” o chinês Lin Ju para disputar o torneio individual. No final, ele ficou com a medalha de ouro. O problema, contudo, é que por não saber falar espanhol, ele decidiu não dar entrevistas após a partida decisiva. Para piorar, na hora do pódio entregaram uma bandeira da República Dominicana a Lin Ju, mas ele a exibiu de cabeça para baixo.