Leonardo Moreira, tenista apoiado pelo projeto social desenvolvido pelo Instituto Icaro
Apesar da exposição cada vez maior na mídia, o tênis ainda é um esporte considerado de elite, devido ao alto custo de sua prática (desde o preço das as aulas até o custo das viagens para competições). No Brasil, por exemplo, ainda está restrito às classes sociais economicamente mais privilegiadas, exceto em projetos sociais específicos de difusão da modalidade.
O circuito profissional de tênis, tanto masculino quanto feminino, atualmente é muito concorrido, com uma alta premiação em vários tipos de torneio. Os quatro maiores, porém, ainda são os Grand Slams da Austrália (piso sintético), da França (saibro), Wimbledon (grama) e o U.S. Open (cimento). Nesse sistema, o tenista acumula pontos em cada torneio que disputa para o chamado “Ranking de Entradas” da ATP, que classifica os melhores do mundo.
Além do “Ranking de Entradas”, há o ranking “Corrida dos Campeões”, que computa os pontos dos atletas apenas na temporada em disputa. Os melhores classificam-se para a Masters Cup, espécie de “Copa do Mundo” dos tenistas, jogada no fim do ano.
Quanto às premiações, elas também são vultosas em torneios de menor expressão, como os Master Series (considerados de segundo escalão, atrás apenas dos Grand Slams). No Torneio de Miami, por exemplo, são distribuídos U$ 6,9 milhões, sendo metade para os homens e a outra metade para as mulheres.
Atualmente, o grande nome da modalidade é o suíço Roger Federer, de 26 anos. Além de deter o primeiro posto do “Ranking de Entradas” da ATP desde 2004, o tenista ostenta 10 títulos de Grand Slams em sua carreira. Especialista em quadras rápidas, Federer encontra mais dificuldades no saibro, único piso em que ainda não foi vencedor de Grand Slam. Na última edição de Roland Garros, o suíço perdeu na final para o espanhol Rafael Nadal, especialista na referida superfície.
Imagem cedida pela Associação dos Tenistas Profissionais
Crédito: ATP/Divulgação
Ronaldinho Gaúcho e Rafael Nadal
O norte-americano Pete Sampras é o maior vencedor de Grand Slams individuais da história entre os homens, com 14 troféus. O tenista, porém, nunca conquistou o Aberto da França, que é disputado em saibro.
Entre as mulheres, a recordista de conquistas em simples é a australiana Margareth Smith Court, com 24 títulos, seguida de perto pela alemã Steffi Graf, que tem 22. A jogadora européia, por sua vez, é a que permaneceu por mais tempo na liderança do ranking mundial (377 semanas). Atualmente, a belga Justin Henin-Hardenne lidera a lista.
Além das disputas individuais, existe um torneio em que a competição acontece entre os países. Criada em 1900, a “Copa Davis” consiste em colocar tenistas de duas nações em disputa, em quatro jogos de simples e um de duplas. O time vencedor avança para a fase seguinte da competição.
O país que mais vezes venceu a “Copa Davis” foi os Estados Unidos. Foram 31 conquistas, contra 28 da Austrália, segunda colocada. Grã-Bretanha e França aparecem na terceira posição com nove troféus. Já o Brasil só conseguiu chegar às semifinais duas vezes. A primeira quando ainda tinha Thomas Koch na equipe, e, na segunda oportunidade, em 2001, já com Gustavo Kuerten e Fernando Meligeni.
Para citar corretamente este artigo do HowStuffWorks por favor copie e cole o texto abaixo:
MBPress . "HowStuffWorks - Como funciona o tênis". Publicado em 23 de maio de 2007 (atualizado em 05 de agosto de 2008) http://esporte.hsw.uol.com.br/pan-tenis5.htm (25 de novembro de 2009)