Introdução

A primeira edição dos Jogos Parapan-americanos aconteceu em 1999, no México e foram disputados quatro esportes: atletismo, natação, tênis de mesa e basquete em cadeira de rodas. Em 2003, foi a vez de a Argentina sediar a nova edição dos Jogos, que contou com a participação de 1.300 atletas e onde foram disputados nove esportes.

Antes disso, outras competições parapan-americanas haviam sido realizadas, mas como não foram organizadas pelo Comitê Paraolímpico Internacional, acabaram não sendo oficiais.

O Parapan do Rio de Janeiro entrou para a história do esporte paraolímpico. Pela primeira vez, os jogos aconteceram logo em seguida aos Jogos Pan-americanos e os atletas usaram a mesma estrutura, jogando nos mesmos ginásios, clubes e hospedando-se na mesma Vila, que inclusive foi construída de forma a atendê-los também.

Movimento Paraolímpico

O término da 2ª Guerra Mundial teve grande influência na criação do Movimento Paraolímpico. Muitos foram os combatentes que sofreram lesões na coluna vertebral, ficando paraplégicos ou tetraplégicos.
A primeira competição oficial para atletas portadores de necessidades especiais ocorreu em 1948, na Inglaterra, em Stoke Mandeville. Quatro anos depois, atletas holandeses também passaram a competir nas disputas de Stoke Mandeville. Assim surgiu o movimento internacional, hoje chamado de Movimento Paraolímpico.
No Brasil, o esporte paraolímpico passou a ser praticado em 1958. Naquele ano o cadeirante Robson Sampaio de Almeida e seu amigo Aldo Miccolis, fundou o Clube do Otimismo. Meses depois, Sérgio Seraphin Del Grande, também deficiente físico, criou o Clube dos Paraplégicos de São Paulo. Já a Associação Nacional de Desporto de Deficientes (ANDE) foi criada em 1975.

Quem pode participar dos Jogos Parapan-americanos?

Só podem participar os atletas com alguma necessidade especial. De acordo com o Movimento Paraolímpico, estes atletas são divididos em seis diferentes grupos:
• atleta com paralisia cerebral
• atleta com lesão medular
• atleta com amputação
• atleta com deficiência visual
• atleta com deficiência mental
• Les autres (inclui todos os atletas com alguma deficiência de mobilidade não incluída nos grupos acima)

Depois dessa divisão em grupos vem mais uma divisão. Trata-se de uma divisão em classes. Os atletas com deficiência visual não precisam ser classificados funcionalmente, sendo avaliadas apenas as dificuldades oftalmológicas. Já as demais deficiências seguem um padrão de “classificação funcional”, que busca agrupar os atletas com o mesmo grau de dificuldade em cada deficiência. Essa classificação, por sua vez, é realizada por cada esporte, que pode incluir uma avaliação física e técnica e também observações dentro e fora de competição. Clique aqui e leia mais sobre a classificação funcional de acordo com a Associação Nacional de Desporto para Deficiente.

O atleta então, recebe um número, que normalmente é precedido pela inicial do esporte, sempre em inglês. Quanto mais alto for o número de sua classe, maior o seu comprometimento físico ou visual. Essa classe é revista ao longo da carreira do atleta, pois além de haver mudanças nos parâmetros de avaliação, o atleta pode possuir uma deficiência regenerativa.

O Brasil na história do Parapan
Na primeira edição dos Jogos, em 99, o Brasil ficou com o 2º lugar na competição, atrás do México, com 212 medalhas: 107 ouros, 69 pratas e 36 bronzes e quebrou cinco recordes mundiais - todos na natação. O nadador brasileiro Luis Silva foi eleito o melhor atleta dos Jogos. Quatro anos depois, em 2003, na Argentina, a delegação brasileira ficou novamente em 2º lugar, também atrás do México, com 165 medalhas. E, em 2007, o Brasil superou todas as expectativas e terminou em 1° lugar, com um total de 228 medalhas, sendo 83 de ouro.

Balanço Rio 2007

O Brasil superou todas as expectativas no Parapan do Rio, seja na organização como nos resultados de nossos atletas. Todos as autoridades presentes elogiaram a estrutura e organização do evento. Um dos grandes legados será a continuidade dos Jogos Parapan-americanos, em Guadalajara. Já foi assinado um memorando de intenção no qual a cidade de Guadalajara se compromete a realizar os Jogos Parapan-americanos.

Os atletas brasileiros terminaram os Jogos em 1° lugar geral, totalizando 228 medalhas, sendo 83 de ouro, 68 de prata e 77 de bronze. Em segundo lugar ficou o Canadá com 49 de ouro e em terceiro os Estados Unidos, com 37. A natação e o atletismo foram as modalidades que mais garantiram medalhas para o Brasil - 39 e 25 medalhas de ouro, respectivamente (leia sobre o resultado de cada modalidade nas páginas seguintes).

Confira alguns dados que marcaram o Parapan do Rio:

- Foi realizado o primeiro revezamento de tocha do esporte parapan-americano.

- Transmissão de competições pela TV e ampla cobertura esportiva da imprensa.

- Nível olímpico das instalações e da estrutura/serviços para atletas e participantes.

- Entrada gratuita em todas as instalações estimulou a presença dos torcedores.

- 25 países participantes.

- 28 recordes mundiais batidos.

- 5 mil voluntários, sendo 50 pessoas portadores de necessidades especiais.

- 1.126 atletas

Quadro geral de medalhas dos Jogos Parapan-americanos Rio 2007

Países

Ouro

Prata

Bronze

Total
1° Brasil 83 68 77 228
2° Canadá 47 37 26 110
3° México 38 41 36 115
4° Estados Unidos 37 43 35 115
5° Cuba 26 21 11 58
6° Argentina 7 16 30 53
7° Venezuela 5 9 14 28
8° Peru 3 1 0 4
9° Colômbia 2 6 9 17
10° Jamaica 1 2 2 5
11° Porto Rico 1 1 2 4
12° Equador 1 1 1 3
13° Costa Rica 0 1 2 3
14° Chile 0 1 1 2
15° Panamá 0 1 0 1
15° Uruguai 0 1 0 1
16° El Salvador 0 0 1 1
16° Paraguai 0 0 1 1