Ídolos, títulos e artilharia
O Parma sempre foi um clube pequeno, que se alternava entre as divisões inferiores do futebol italiano. Era raro, inclusive, estar na Série B, quanto mais na elite. Tanto é que, fundado em 1913, conseguiu seu primeiro acesso somente na década de 1990.
Antes disso, porém, já havia tido alguns ídolos. O maior deles talvez tenha sido Carlo Ancelotti. O meio-campista, atualmente treinador do Milan, começou no clube na década de 1970, e foi o herói do acesso à Série B em 1978/79 ao fazer dois gols na vitória por 3 a 1 sobre a Triestina. Logo depois, faria longa carreira na Roma e no Milan, participando de conquistas importantes das duas equipes.
Durante o período de reestruturação do Parma na década de 1980, já com a Parmalat como patrocinadora e Nevio Scala no banco de reservas, quem chamava a atenção era Marco Osio. O atacante foi o autor de um dos dois gols do clube na vitória por 2 a 1 sobre a Reggina, que garantiram o acesso à elite do Campeonato Italiano. Posteriormente, participaria também da conquista da Copa da Itália de 1991/92.
Artilharia O maior artilheiro da história do Parma é o argentino Hernan Crespo, que defendeu o clube italiano de 1996 a 2000, balançando as redes adversárias em 62 oportunidades, um recorde até hoje não igualado. Com o Parma, conquistou uma Copa da Itália (1998/99) e uma Copa da UEFA (1998/99). |
Depois disso, o Parma conseguiria uma seqüência até então inimaginável, com profusão de ídolos, especialmente estrangeiros. Um dos primeiros deles foi o brasileiro Taffarel. Depois de disputar a Copa do Mundo de 1990, na Itália, acertou com o clube e ficou lá até 1993, tornando-se um dos maiores camisas 1 da agremiação. Na mesma época, o sueco Tomas Brolin fez sucesso por lá, e, posteriormente, se destacaria com sua seleção na Copa de 1994, nos EUA.
Na metade da década de 1990, o Parma conseguiria sua primeira grande glória, a conquista da Copa da UEFA. Em 1994/95, o herói da decisão contra a
Juventus foi o italiano Dino Baggio. Recém-contratado à época, o atleta marcou dois gols nas duas partidas finais.
Na temporada seguinte, um trio defensivo de respeito começaria a atuar pela equipe. No gol, o italiano Gianluigi Buffon, que mais tarde se destacaria pela Juventus e pela seleção italiana. Na zaga, Fabio Cannavaro, ano passado eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa (foi o primeiro defensor a fazê-lo), e o francês Lilian Thuram, campeão do mundo em 1998 pela seleção de seu país.
Os três ficaram na equipe até o início do século XXI, e fizeram história com mais títulos importantes. Participaram, ao todo, de mais duas Copas da Itália (1998/99 e 2001/02) e da segunda Copa da UEFA, vencida em 1998/99.
E esta geração também se diferenciava pela qualidade ofensiva. Na melhor temporada do Parma (1998/99), o destaque foi o meio-campista Juan Sebastian Verón. O argentino foi o grande armador da equipe, criando para artilheiros como Hernan Crespo e Balbo.
No século XXI, já em crise financeira, se destacou por dar espaço a grandes talentos, que, posteriormente, se destacariam em outras grandes equipes. Talvez o maior exemplo tenha sido o atacante Adriano. O brasileiro defendeu o Parma entre 2002 e 2004, e foi com a camisa da equipe que conseguiu suas primeiras convocações para a seleção principal.
Principais títulos
Copa da Itália
Copa da UEFA
Recopa