A história do pebolim

Autor: 
Ana França

Há controvérsias sobre a história do pebolim. Uns dizem que a origem é espanhola enquanto outros afirmam que foi um alemão quem inventou o esporte.

A versão espanhola sustenta que o “pai” do pebolim foi Alejandro Campos Ramirez e que o esporte surgiu em 1936, em meio à Guerra Civil Espanhola.  Aos 18 anos e após ser ferido por uma bomba, Alejandro foi internado em um hospital na cidade de Montserrat.  Nesse hospital havia muitos feridos de guerra e crianças que tinham perdido as pernas.

 

Mesa de Pebolim do Brasil
Reprodução / FEBRAPE
Mesa utilizada nos torneios oficiais do Brasil

Alejandro era louco por futebol e tênis de mesa e resolveu unir os dois esportes .  Dessa maneira ele criou o “futebol de mesa” e  no Natal daquele ano presentou as crianças internadas no hospital com a primeira mesa de pebolim. Mais tarde Alejandro adotou o sobrenome Finisterre “roubado” da cidade onde nasceu.

Já os alemães sustentam que Broto Wachter é o inventor do pebolim – Wachter teria comercializado a primeira mesa de pebolim em 1930. Na mesa de Wachter tudo era de madeira – as barras, a bola e os jogadores que não eram bonecos e sim pequenos retângulos.

Brasil x Holanda
Reprodução / FEBRAPE
Brasil x Holanda - Copa do Mundo de 2009

No Brasil o esporte chegou por volta da década de 1950 trazido por imigrantes espanhois.  A primeira organização oficial no Brasil, porém, é muito recente e foi criada em 2007 – ABP (Associação Brasileira de Pebolim).

Em 2008 foram organizados os primeiros campeonatos estaduais e o primeiro campeonato brasileiro. Ainda em 2008 o Brasil filiou-se à ITSF (Federação Internacional de Futebol de Mesa). Em 2009, oito competidores brasileiros disputaram a Copa do Mundo de Pebolim, realizada em Nantes, na França.

Time do Brasil
Reprodução / FEBRAPE
Equipe brasileira que disputou a Copa do Mundo de 2009 na França

Para nós, não importa muito se foi o espanhol ou o alemão o responsável pela criação do pebolim. O que vale é que o esporte foi muito bem aceito pelos brasileiros além de ter evoluído bastante nessas últimas décadas. Atualmente, as mesas mais “poderosas” têm jogadores de plástico,  barras de titânio e placar eletrônico.