O jogo do rei
Pelé fazia coisas realmente incríveis com a bola: chutes com as duas pernas, de perto e de longe do gol, cabeçadas certeiras, passes perfeitos, gols de falta, entre outros. Porém Pelé ficou famoso mesmo pelos seus dribles fantásticos que deixavam filas de marcadores para trás. O talento do rei deixava seus adversários atordoados. Talvez o mais conhecido tenha sido o “drible da vaca” que acontece quando o jogador toca a bola de um lado do adversário e a pega do outro lado. Pelé eternizou esta jogada na copa de 1970, no jogo contra o Uruguai, quando deu um baile no goleiro Mazurkiewicz.
O termo “gol de placa” - gol feito após uma jogada sensacional - também tem sua origem nas jogadas de Pelé. O termo foi criado quando Pelé foi homenageado com uma placa após ter feito um gol memorável contra o Fluminense. Outra jogada muito famosa do craque era tocar a bola entre as pernas dos adversários. A paradinha na hora de bater o pênalti também foi criação de Pelé.
Crédito: Enciclopédia Delta Universal - Revista Manchete/Reprodução
Sua impulsão era fantástica. Pelé conseguia colocar meio corpo acima dos zagueiros. Isso aconteceu em diversas ocasiões, mas talvez a mais conhecida tenha sido na final da Copa do Mundo de 70, contra a Itália. Aos 18 minutos de jogo Pelé recebeu um passe de Rivelino, fez uso de sua grande impulsão deixando o zagueiro italiano, Burgnich, meio corpo abaixo, e deu uma belíssima cabeçada, marcando o primeiro gol para o Brasil.
Pelé também ajudou a divulgar a "bicicleta". chute criado pelo também brasileiro, Leônidas da Silva, o "diamante negro". No chute de bicicleta o atleta alcança a bola no ar com as costas totalmente paralelas ao chão, e executa um movimento de tesoura com as pernas antes do chute final. Pelé executava a bicicleta em 0,8 s.
Talento apenas? Não. Pelé não é apenas um caso de talento mas também de muita dedicação. O atleta passava horas a fio sozinho no gramado treinando seus principais lances. Para aperfeiçoar a sua impulsão, ele utilizava a "forca". A bola ficava presa no alto da "forca" para que Pelé pudesse correr, pular e cabecear o mais alto possível e em alta velocidade.
O apelido que consagrou o jogador - PELÉ - surgiu em homenagem ao goleiro Bilé, do Vasco da Gama, clube onde seu pai atuou por um bom tempo. Quando começou a jogar bola, Pelé costumava desafiar o goleiro do clube do pai. Bilé virou Pilé e finalmente Pelé. Em família, porém, Pelé é carinhosamente chamado por Dico |
Estatísticas
• Partidas: 1.375
• Gols: 1.284
• Recorde de gols em uma partida: 8 gols, em 21 de novembro de 1964, na partida Santos 11 x 0 Botafogo de Ribeirão Preto
• Partidas pela seleção brasileira: 115 (92 oficiais)
• Gols pela seleção brasileira: 95
• Mais jovem artilheiro do Campeonato Paulista: 1957 - Santos (fez 17 anos durante a competição)
• Mais jovem campeão mundial: 1958 - Brasil (17 anos)
• Mais jovem bicampeão mundial: 1962 - Brasil (21 anos)
• Maior artilheiro em uma temporada: 1959 - 127 gols
• Maior artilheiro da história da seleção brasileira: 95 gols
• Maior artilheiro do futebol profissional: 1.199 gols
• Placa de bronze afixada no Maracanã: 1961 - em virtude de um gol marcado contra o Fluminense, no dia 12 de junho de 1961. Origem do termo "Gol de placa".
• Bola de Ouro especial da revista Placar: 1987
• Melhor jogador do século, eleito pela FIFA no ano 2000.
• Maior transação do futebol até os anos 70- Pelé foi vendido para o Cosmos por US$ 7 milhões.
Artilharia
| Ano | Torneio | Clube/ seleção | Gols marcados |
| 1957 | Campeonato Paulista | Santos | 17 |
| 1958 | Campeonato Paulista | Santos | 58 |
| 1959 | Campeonato Paulista | Santos | 45 |
| 1959 | Copa América | Brasil | 8 |
| 1959 | Campeonato Sul-Americano das Forças Armadas | Brasil | 11 |
| 1960 | Campeonato Paulista | Santos | 33 |
| 1961 | Campeonato Paulista | Santos | 47 |
| 1961 | Taça Brasil | Santos | 9 |
| 1961 | Torneio Rio-São Paulo | Santos | 7 |
| 1962 | Campeonato Paulista | Santos | 37 |
| 1962 | Campeonato Mundial Interclubes | Santos | 3 |
| 1963 | Campeonato Paulista | Santos | 22 |
| 1963 | Taça Brasil | Santos | 12 |
| 1963 | Torneio Rio-São Paulo | Santos | 15 |
| 1963 | Taça Libertadores da América | Santos | 13 |
| 1964 | Campeonato Paulista | Santos | 34 |
| 1964 | Torneio Rio-São Paulo | Santos | 3 |
| 1965 | Campeonato Paulista | Santos | 49 |
| 1965 | Torneio Rio-São Paulo | Santos | 7 |
| 1968 | Campeonato Paulista | Santos | 26 |
| 1973 | Campeonato Paulista | Santos | 13 |