Se você já observou um carro de Fórmula 1, da Fórmula Indy ou da Champ Car deve ter percebido que boa parte da carroceria é formada por peças aerodinâmicas. Por exemplo, existem asas na dianteira e na traseira dos carros. Só que essas asas são montadas de cabeça pra baixo. A finalidade não é dar sustentação, como ocorre com as asas de um avião. Elas foram projetadas para forçar o carro contra a pista, o que permite mais tração e melhora a estabilidade. Quando o carro atinge cerca de 320 km/h, fica grudado na pista pelas forças aerodinâmicas geradas pelas asas. Nessa velocidade, o carro pode correr no teto de um túnel, se você assim quiser.
![]() © istockphoto.com / Mark Evans A uma determinada velocidade, a pista de corrida pode ter qualquer formato que, ainda assim, os carros permanecem nela |
Enquanto o formato da pista não expuser os pilotos a uma força superior a 4 Gs (mas, de preferência, não inferior a 3 Gs) e houver força suficiente nos pneus para mantê-los firmemente aderidos à pista, os carros e pilotos podem correr em pistas com praticamente qualquer formato.
Existem limites definidos do que o corpo humano pode suportar. Eis aqui um ótimo exemplo. Em 2001, a CART (Championship Auto Racing Teams ou Campeonato de Equipes de Corridas de Automóveis) tinha uma corrida agendada para o Texas Motor Speedway. Essa é uma pista oval curta de 2,4 km com curvas inclinadas a 24 graus. |