
Se você já observou um carro de Fórmula 1, da Fórmula Indy ou da Champ Car, já sabe que uma grande parte da carroceria é o pacote aerodinâmico do carro. As asas estão nas partes dianteira e traseira. Porém, essas asas são montadas de cabeça pra baixo. A finalidade não é dar sustentação, como ocorre com as asas de um avião. Ao invés disso, elas foram projetadas para forçar o carro contra a pista e fornecer uma melhor tração e uma condução mais estável. Quando o carro atinge cerca de 320 km/h, fica grudado na pista pelas forças aerodinâmicas geradas pelas asas. Nessa velocidade, o carro pode correr no teto de um túnel, se você assim quiser.
Isto significa que, enquanto o carros estiverem se movendo a uma velocidade constante de 320 km/h, a pista de corrida pode ter qualquer formato desejado. Por exemplo, é possível criar uma pista circular com as paredes completamente verticais. É possível, também, criar vários loopings ou fazer com que os carros corram de cabeça para baixo. Realmente não importa o formato, pois o carro se adere à pista.
Enquanto o formato da pista não expuser os pilotos a uma força superior a 4 Gs (mas, de preferência, não inferior a 3 Gs) e houver força suficiente nos pneus para mantê-los firmemente aderidos à pista, os carros e pilotos podem correr em pistas com praticamente qualquer formato.
Existem limites definidos do que o corpo humano pode suportar. Eis aqui um ótimo exemplo. Em 2001, a CART (Championship Auto Racing Teams ou Campeonato de Equipes de Corridas de Automóveis) tinha uma corrida agendada para o Texas Motor Speedway. Essa é uma pista oval curta de 2,4 km com curvas inclinadas a 24 graus. |
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