História

Ponte Preta

Nome: Associação Atlética Ponte Preta

Apelido: Macaca

Fundação: 1900

Localização: Praça Dr. Francisco Ursaia, 1900 - Campinas.- SP

Estádio: Moisés Lucarelli (Majestoso)

Maior artilheiro: Dicá (154 gols)

Melhores resultados

Vice-Campeonato Paulista (5) 1929; 1970; 1977; 1979 e 1981.

3º lugar no Campeonato Brasileiro (1)
1981.

Destaque na temporada 2007: Alex Terra

* ACOMPANHE AQUI OS RESULTADOS DO CAMPEONATO PAULISTA

Um dos mais antigos clubes de futebol em atividade do país, a Associação Atlética Ponte Preta começou a surgir em 1870, ao mesmo tempo em que a cidade de Campinas se expandia. Nesse ano, começou a construção da estrada ferroviária Jundiaí-Campinas e, para facilitar o andamento da obra, foi necessário erguer uma ponte para facilitar o transporte de materiais para circulação dos operários.

Essa ponte foi feita de madeira e, para sua melhor conservação, recebeu camadas de piche, ficando assim preta. A estrutura virou símbolo da região onde se localizava e em 1872 deu nome ao Bairro da Ponte Preta.

O clube foi fundado em 1900, por um grupo de jovens estudantes que praticavam o futebol como passatempo. Como na época não havia entidades voltadas à prática da modalidade, os amigos Miguel Carmo, o Migué; Luiz Garibaldi “Gigette” Burghi e Antônio de Oliveira, o Tonico Campeão, resolveram criar um clube esportivo e o nome da nova equipe não podia ser outro.

A entidade foi batizada com o mesmo nome do bairro onde ficava a ponte preta. Assim, surgiu uma das maiores forças do futebol do interior do estado de São Paulo. O estádio do time foi fundado em 1948, após quatro anos de construção. Apelidado de “Majestoso”, foi erguido em um terreno comprado e doado pelos torcedores campineiros Moisés Lucarelli (nome oficial do campo de jogo), Olímpico Dias Porto e José Cantúsio.

Com a inauguração da “nova casa”, a Ponte Preta conseguiu seus melhores resultados e viveu uma de suas melhores épocas. Em 1951, o time conseguiu o acesso à primeira divisão do Campeonato Paulista, após se tornar vice-campeão da Série A-2. Em 1960, o clube foi rebaixado e permaneceu nove anos na segunda divisão, conseguindo ascender novamente somente em 1969.

A década de 70 e o começo dos anos 1980 foi uma das épocas mais gloriosas dos campineiros. A Macaca foi o primeiro clube do interior do Brasil a disputar o Campeonato Brasileiro, em 1970. Mesmo sem conquistar nenhum título, o clube alcançou o vice-campeonato paulista em três ocasiões – 1977, 1979 e 1981 e foi semifinalista do Campeonato Brasileiro de 1981, quando encerrou sua participação na terceira posição.

O Campeonato Paulista de 1977 é considerado até hoje um dos mais polêmicos da história do futebol do estado. Na final, a Ponte, considerada favorita para erguer o caneco, jogou contra o Corinthians, um dos maiores times do Brasil e há 23 anos sem conquistar nenhum título.

O atacante Rui Rey, um dos melhores jogadores do time na competição, foi expulso logo no início da partida, prejudicando o time do interior, que acabou derrotado por 2 a 1. O comportamento do jogador gerou revolta nos torcedores campineiros, que o acusaram de ter recebido dinheiro para cometer tal atitude.

Aquela geração ainda desperdiçaria outras oportunidades no Estadual. Dois anos depois, novamente contra o Corinthians, a Macaca seria atropelada por Sócrates e companhia. Em 1981, mais uma chance, e dessa vez o algoz foi o São Paulo. Com os insucessos consecutivos, os torcedores viram o time ser desmanchado. Oscar, Dicá e Carlos, grandes estrelas, saíram, e abriram espaço para a crise no Moisés Lucarelli.

Rebaixada no Brasileiro de 1986, a Ponte ficou fora da elite até 1998, quando voltou em grande estilo. Conseguiu, em 1997, ir às quartas-de-final da competição, caindo apenas para o São Paulo. A fase durou até o início da era dos pontos corridos, em 2003, quando o clube caiu de produção. O resultado foi a nova queda em 2006, que recolocou o time na briga da Segundona.

MASCOTE

A mascote da Ponte Preta é a Macaca. O símbolo foi criado com o intuito de cativar crianças e adultos e ainda não escolhido por nenhum outro time da elite do país. Hoje o animal é alvo de muitas promoções do clube e é utilizado em diversos produtos licenciados da equipe.


Mascote da Ponte Preta

Outra explicação para a adoção da mascote foi o apelido dado aos torcedores pontepretanos pelos rivais do Guarani. Segundo a torcida do Bugre, quando os simpatizantes comemoravam gols imitavam um bando de macacos. A chacota pegou e permanece até hoje, mas no feminino, devido ao nome da entidade ser Associação Atlética.