O maior ídolo da história da Ponte Preta é Oscar Sales Bueno Filho, mais conhecido como Dicá. Talentoso e exímio cobrador de faltas, o meia chegou ao clube aos 15 anos de idade levado pelo pai. Jogou apenas algumas partidas pela equipe juvenil da Macaca e foi integrado ao time profissional pelo então treinador Cilinho, que notou potencial no garoto.
O treinador não estava errado e o meio-campista comandou os pontepretanos na conquista do título da segunda divisão do Campeonato Paulista de 1969. No ano seguinte, os campineiros fizeram boa campanha no Campeonato Estadual e o jogador foi eleito a revelação da competição. Com a ascensão, o atleta despertou atenção de grandes clubes brasileiros e acabou contratado pelo Santos, para jogar ao lado de Pelé.
Antes de retornar ao time campineiro em 1977, Dicá ainda defendeu a Portuguesa de Desportos. Nesse ano, a Ponte formou uma grande equipe e chegou à final do Paulistão, contra o Corinthians, mas acabou derrotada. O meia atuou pelos alvinegros até 1984 e levou o clube a três vice-campeonatos estaduais, em 1977, 1979 e 1981.
Durante toda sua história, o time campineiro sempre revelou grandes jogadores e com os goleiros não foi diferente. Carlos, titular da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1986, iniciou sua carreira no clube em 1974 e, no ano seguinte defendeu pela primeira vez o selecionado nacional. Ele foi convocado para integrar a delegação “canarinha” nas Copas de 1978 e 1982, mas como reserva. Em 1983, a Ponte não resistiu ao assédio e negociou o jogador com o Corinthians.
Imagem cedida pela Associação Atle´tica Ponte Preta
Crédito: Christiano Mazzola
Ponte Preta/Divulgação
Outro grande arqueiro revelado em Campinas foi Waldir Perez. Contratado do inexpressivo Garça em 1970, o jogador ganhou prestígio defendendo as cores alvinegras, onde atuou de 1970 a 1973. Considerado um dos mais completos goleiros do país, Perez tinha como principais características seu apurado reflexo e sua frieza nos momentos decisivos. Ele participou de três Copas do Mundo, em 1974, 1978 e 1982, sendo titular nesta última.
Uma das maiores duplas de zagueiros da Ponte Preta foi formada por Oscar e Polozzi na década de 1970. O primeiro misturava técnica e raça e foi mais uma grande revelação do clube. Formado nas categorias de base da Ponte, ele iniciou sua carreira em 1973 e permaneceu no time até 1979. Polozzi também estreou para o futebol no alvinegro campineiro, em 1972. No período em que defendeu a equipe viveu seu melhor momento como profissional.
Os dois defensores formaram o sistema defensivo da Ponte vice-campeã Paulista em 1977 e 1979. A parceira de sucesso prosseguiu e ambos foram convocados para defender a seleção brasileira na Copa do Mundo de 1978. Oscar foi titular e Polozzi não disputou um jogo sequer. O primeiro também defendeu o Brasil na Copas de 1982 e 1986, sendo também titular na primeira e reserva na segunda.
Recentemente, a Ponte revelou nomes como de Mineiro, vencedor da Bola de Prata na categoria volante em 2000, prêmio dado aos melhores jogadores do Campeonato Brasileiro; o atacante Luís Fabiano, considerado um dos melhores da Europa na atualidade e o centroavante Washington, artilheiro do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil de 2001 e goleador máximo de uma única edição de Campeonatos Brasileiros, com 34 gols pelo Atlético-PR em 2004.
O maior artilheiro da Ponte Preta é também o maior ídolo do clube. O meia Dicá marcou 154 gols durante suas duas passagens pela equipe, de 1966 a 1972 e de 1976 a 1984. Ao todo foram 14 anos defendendo a Macaca. Nesse período, ele ajudou a Ponte a conquistar o acesso à primeira divisão do Campeonato Paulista em 1969 e foi três vezes vice-campeão estadual, em 1977, 1979 e 1981. O “Mestre”, como era chamado pelos torcedores, também é o jogador que mais vestiu a camisa alvinegra, com 581 exibições. |
Melhores resultados
Campeonato Paulista
| Ano |
Colocação |
| 1929 | 2º |
| 1970 | 2º |
| 1977 | 2° |
| 1979 | 2º |
| 1981 | 2º |
Campeonato Brasileiro
| Ano | Colocação |
| 1981 | 3º |