História

Portsmouth

Nome: Portsmouth Football Club

Apelido: Pompey

Data de Fundação: 1898

Localização: Frogmore Road, PO4, Hampshire

Estádio: Fratton Park

Maior Artilheiro: Peter Harris (164 gols)

Principais Títulos:

Campeonato Inglês (2)
1948/49 e 1949/50

Copa da Inglaterra (1)
1938/39

Destaque na temporada 2006/07: Sol Campbell

Brasileiros na equipe: nenhum

* ACOMPANHE AQUI OS RESULTADOS DO CAMPEONATO INGLÊS

O Portsmouth foi fundado em 1898, por iniciativa de empresários locais que queriam criar uma agremiação de futebol. No início, contava com jogadores membros da artilharia real, que tinha uma equipe própria, mas foi impedido de atuar por causa das regras do futebol amador da época.

Isso durou pouco e logo o Portsmouth conseguiu seus próprios jogadores para atuar na Liga do Sul, uma das maiores competições amadoras daquele momento. A equipe ficou na primeira divisão do certame até 1910/11, quando foi rebaixada pela primeira vez.

Era o começo de uma grande crise financeira. Para escapar das dificuldades, o time teve de ser fundado novamente, desta vez como uma companhia limitada. Além disso, torcedores ilustres da equipe garantiram o pagamento das dívidas, o que ajudou na manutenção.

O clube foi se mantendo na Liga do Sul durante alguns anos e passou a sonhar com o Campeonato Inglês (que àquela altura servia como divisão superior) a partir da década de 1920. Conseguiu, finalmente, o acesso em 1926/27, e de maneira histórica.

Com um ataque avassalador, o Portsmouth chegou à última rodada tendo de decidir a última vaga na elite (a primeira já era do Middlesbrough) com o Manchester City. O rival venceu o Bradford por 8 a 0 e estava a um passo de ficar entre os melhores. Isso porque o Portsmouth vencia por 4 a 1 e precisava de mais um gol para garantir a vaga pelo saldo. Nos minutos finais, Willie Haines balançou a rede e a torcida pôde festejar.

Na primeira divisão, o time teve problemas imediatos para se manter, sem conseguir ficar muito tempo entre os melhores. No segundo ano, porém, conseguiu algo inesperado. Foi à final da Copa da Inglaterra de maneira inédita, mas acabou vencido pelo Bolton.

Com o sucesso fora do Campeonato Inglês, o time foi crescendo dentro dele. Conseguiu, em 1930/31, um quarto lugar na competição. Na temporada 1933/34, o Portsmouth chegou mais uma vez à final da Copa da Inglaterra, e mais uma vez caiu, desta vez diante do Manchester City.

A conquista só viria na terceira final alcançada. Em 1938/39, o time foi à decisão contra o favorito Wolverhampton e goleou por 4 a 1, com dois gols de Bert Barlow, o grande artífice daquela taça.

A paralisação em decorrência da Segunda Guerra Mundial apenas adiaria o sonho de levar o Portsmouth às glórias também no Campeonato Inglês. Na segunda metade da década de 1940, logo quando o certame voltou a ser disputado, o clube se firmou como um dos melhores daquele tempo.

Por isso, na temporada em que completaria 50 anos de existência (1948/49), o time sonhou com a primeira dobradinha do século 20. Esperava conquistar o Inglês e a Copa da Inglaterra.

Chegou bem perto disso. Falhou apenas na semifinal da Copa, contra o Leicester City, mas conseguiu o até então inédito título de campeão nacional. Mais que isso, conseguiria manter a conquista no ano seguinte, com direito a goleada de 4 a 1 sobre o Aston Villa na última rodada.

Os anos de glória, como o período ficou conhecido para os torcedores do Portsmouth, terminaram cedo. Aos poucos, os grandes atletas da equipe foram deixando o clube, que acabou rebaixado no fim da década de 1950.

A situação só ficaria pior com o passar do tempo. Mesmo detentor do título nacional, o Portsmouth se acostumou, durante as décadas seguintes, a freqüentar não mais que a segunda divisão, caindo de vez em quando para a terceira.

O fundo do poço aconteceu nos anos 1970, mais precisamente em 1977/78, quando o clube, com muitos problemas financeiros, acabou relegado à quarta divisão do futebol inglês. A situação parecia não melhorar e, fora de campo, os torcedores não contribuíram.

Durante os anos 1980, os fãs do Portsmouth ficaram conhecidos como alguns dos hooligans mais perigosos da Inglaterra, com os jogos do time sempre marcados por muita violência dentro e fora dos estádios.

Nos gramados, o time começou a reagir na mesma época. Sob o comando do ex-jogador Alan Ball, o Portsmouth foi galgando degraus no futebol inglês até alcançar a primeira divisão, enfim, na temporada 1986/87. Um ano depois, porém, teria problemas fora de campo.

A grave situação financeira da equipe forçou os dirigentes a desistirem da disputa da elite do Inglês. A salvação dessa vez foi o empresário ligado ao futebol Jim Gregory, que comprou o clube em 1988.

No início, Gregory investiu na equipe e montou um time adequado às pretensões, com o objetivo claro de ascender à elite. O Portsmouth chegou perto disso em algumas oportunidades, mas, no meio da década de 1990, viu seu mecenas pedir o retorno do dinheiro investido, o que forçou a venda de jogadores.

Depois de nova crise, o time só conseguiu o acesso ao Campeonato Inglês no século XXI, com Harry Redknapp no comando. A permanência na Premier League não significou tranqüilidade. Com mais uma crise financeira, o Portsmouth se garantiu apenas com a recente venda do clube para o milionário russo Alexandre Gaydamak.

Mascote

A mascote do Portsmouth é um sapo. Durante as partidas, alguém caracterizado como o animal fica na beira do gramado para animar os torcedores. A escolha foi feita por causa do nome da rua em que se situa o Fratten Park Satdium, que se chama Frogmore Road (Frog é sapo em inglês).


Mascote do Portsmouth

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