Ídolos, títulos e artilharia

São 94 anos de história da federação portuguesa e, desde o início, grandes atletas vestiram a gloriosa camisa grená de Portugal. José António Barreto Travassos, Peyroteo, Albano, António Jesus Correia e Vasques, os cinco violinos do Sporting de Portugal, foram os primeiros grandes craques, sucedidos por nomes como Mário Coluna, Vitor Damas, Oceano, Fernando Couto, Vítor Baia e Pauleta. Contudo, nenhum jogador obteve mais destaque que Eusébio, Rui Costa, Figo e Cristiano Ronaldo.

Eusébio da Silva Ferreira nasceu em Moçambique no dia 25 de janeiro de 1942. O Pantera Negra, como também era conhecido, sempre teve um apego especial com o futebol. Quando menino, atuou em um pequeno time da região, cujo nome era “Os Brasileiros”, em homenagem à seleção canarinho. Nesta equipe, todas as crianças adotavam nomes de jogadores do Brasil e o português assumiu a alcunha de Didi, para muitos o melhor atleta pré-Pelé.

Aos 18 anos, o melhor jogador da história de Portugal transferiu-se para o clube que mudaria sua vida, o Benfica. Com a camisa vermelha, Eusébio conquistou 11 campeonatos nacionais, o bicampeonato europeu de clubes e cinco taças de Portugal, além de prêmios individuais como o Ballon D’or de melhor jogador europeu e duas Chuteiras de Ouro de maior artilheiro do continente.

Portugal
Imagem cedida pela Federação Portuguesa de Futebol
Luís Figo
Chamando a atenção de toda a Europa com sua genialidade, o Pantera Negra foi convocado pela primeira vez para a seleção nacional com apenas 19 anos, em 1961. Cinco anos depois comandou Portugal na melhor campanha do país em Copas do Mundo, o terceiro lugar em 1966.

Graças aos seus feitos, Eusébio foi considerado em sua época o Pelé da Europa e, nos dois grandes confrontos entre ambos, cada um levou a melhor por uma vez. O brasileiro foi desclassificado da Copa do Mundo em 1966 por Portugal, porém conquistou o mundial de clubes em 1962, pelo Santos, sobre o Benfica, melhor equipe do continente.

Ídolos de uma geração vitoriosa da nação portuguesa, Rui Costa e Luís Figo trilharam caminhos parecidos na seleção nacional. Ambos comandaram a grande equipe de Portugal campeã mundial sub-20, em cima do Brasil, na década de 90.

O time, que ainda contava com João Pinto e Jorge Costa, colocou o país entre as principais potências mundiais, devido às campanhas de 2004, com o vice-campeonato europeu, e de 2006, com a quarta colocação na Copa do Mundo.

Os dois ídolos portugueses atuaram lado a lado na seleção, mas seguiram rumos diferentes em seus clubes. Figo, jogador que mais vestiu a camisa de Portugal, iniciou sua carreira no Sporting, passou por Barcelona, Real Madrid, onde ganhou o prêmio de melhor do mundo em 2001, além da Inter de Milão.

Já Rui Costa começou no Benfica, grande rival do Sporting, teve boa passagem pela Fiorentina e jogou pelo Milan, grande rival da Inter de Figo, antes de regressar ao seu clube de origem.

A Geração de Ouro portuguesa está deixando a seleção, mas seus sucessores possuem grande qualidade. Jovens como Nani, Quaresma e principalmente Cristiano Ronaldo, atual capitão de Portugal, carregam o peso de continuar com o sucesso português.

O craque do Manchester United, Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro, iniciou sua carreira na mesma equipe que Figo, o Sporting, em 2002. Porém, ficou pouco tempo na equipe de sua terra natal, já que apenas um ano depois o poderoso clube inglês o contratou.

Nos primeiros anos de Inglaterra, o jovem português ficou conhecido por dar dribles rápidos, porém sem objetivo. Com o passar dos anos e o amadurecimento de seu futebol, Cristiano Ronaldo assumiu o papel de ídolo do país e de seu clube, conquistou a confiança de Luiz Felipe Scolari e atualmente é a grande estrela da boa seleção portuguesa de futebol.

Artilharia
O maior artilheiro da história de Portugal é o atacante Pauleta. O matador foi as redes em 47 oportunidades.

Principais títulos

Vice-campeão da Eurocopa

2004

Participações em Eurocopa

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1960 - Não jogou 1964 - Não jogou 1968 - Não jogou 1972 - Não jogou
1976 - Não jogou 1980 - Não jogou 1984 - 3º lugar 1988 - Não jogou
1992 - Não jogou 1996 - Quartas 2000 - 3º lugar 2004 - 2º lugar
2008 - Quartas