História

Portuguesa

Nome: Associação Portuguesa de Desportos

Apelido: Lusa

Data de Fundação: 1920

Localização: Rua Comendador Nestor Pereira, 33 – Canindé, São Paulo - SP

Estádio: Canindé

Maior Artilheiro: Pinga (284 gols)

Principais títulos

Campeonato Paulista (3): 1935, 1936 e 1973.

Torneio Rio-São Paulo (2): 1952 e 1955.

Vice-campeão Brasileiro (1): 1996.

Destaque na temporada 2007: Tiago

*ACOMPANHE AQUI OS RESULTADOS DO CAMPEONATO PAULISTA

A Portuguesa surgiu da união de cinco agremiações lusitanas já existentes: Luzíadas Futebol Club, Associação 5 de Outubro, Esporte Club Lusitano, Associação Atlética Marquês de Pombal e Portugal Marinhense. Logo após a fundação como Associação Portuguesa de Esportes, em 14 de setembro de 1920, a Lusa tentou se filiar à Associação Paulista de Esportes Atléticos, mas, por falta de tempo, acabou se unindo ao Mackenzie.

Juntas, disputaram três campeonatos em conjunção, como Portuguesa-Mackenzie, até que em 1923 a Lusa se desligou da parceria e passou a ser apenas Associação Portuguesa de Esportes.

Em 1925, o clube comprou instalações na Praça de Esportes União Artística Recreativa Cambuci, para tornar o local a sua sede oficial. No ano seguinte, já aconteceram as primeiras partidas do time e as tão famosas festas juninas (que na época se chamavam Joaninas, por ocorrerem apenas na noite de São João). No entanto, Em 1929, a Lusa mudou de sede. Após a compra de um terreno no Ipiranga, as novas instalações foram inauguradas na data do nono aniversário.

Nos anos 30, o time foi campeão Paulista pela primeira vez. Em 1935, o elenco que contava com Fiorotti, Duílio, Frederico e o artilheiro Carioca foi vencedor do primeiro grande campeonato que disputou.

No ano seguinte, a Lusa foi novamente campeã, com Carioca sendo artilheiro outra vez. Na época também jogou o goleiro Batatais, que ficou famoso no Fluminense e na seleção brasileira.

No início de 1940, a Portuguesa trocou de nome para a denominação atual: Associação Portuguesa de Desportos. No mesmo ano, foi lançada a pedra fundamental do Estádio Dr. Ricardo Severo, e pouco tempo depois conquistou o troféu Fita Azul três vezes seguidas (Fita Azul era um troféu concedido ao time que conquistasse dez vitórias consecutivas fora do país).

No início dos anos 50 a Lusa foi campeã do torneio Rio-São Paulo em duas ocasiões: em 1952 e 1955. Depois dali, a direção do clube adquiriu o que é hoje o Canindé, na época um espaço que tinha sido anteriormente utilizado pelo São Paulo Futebol Clube e vendido a uma família tradicional da cidade.

Como o estádio era cercado por lagoas, acabou sendo construído em madeira, passando a ser chamado de Ilha da Madeira. O time contava com grandes nomes de nível nacional, como Julinho Botelho, Ipojucan, Brandãozinho e Djalma Santos, o lendário defensor da seleção brasileira.

Já nos anos 60, uma nova administração fez com que o clube investisse em sua própria infra-estrutura, visando aumentar o quadro de sócios da agremiação. O resultado foi rápido: de pouco mais de 1.000 para 18.000 sócios, que encheram os cofres da Lusa. O Parque Aquático, inclusive, foi inaugurado com os lucros desse investimento. Os grande jogadores da época eram o lateral Zé Maria, o goleiro Félix e o centroavante Servílio, quarto maior artilheiro da história do clube.

No final dos anos 60, o clube passou então a investir pesado nas categorias de base. O fruto desse trabalho veio a seguir: o time foi campeão do torneio de aspirantes de 1972. Em 1973, veio o terceiro e último Campeonato Paulista de sua história, com nomes como Calegari, Badeco, Basílio e Enéas, esse um grande artilheiro que jogou desde muito jovem no Canindé e fez história, sendo o segundo maior goleador lusitano, com 179 gols.

Na época foi ainda inaugurado o grandioso estádio Independência, que anos depois foi chamado Dr. Oswaldo Teixeira Duarte, em homenagem ao maior presidente da história do rubro-verde.

No final dos anos 70 e início dos anos 80 a Lusa ficou de fora da elite do futebol brasileiro, disputando a Taça de Prata, equivalente à segunda divisão. No polêmico campeonato de 1987, de dois campeões, ficou no módulo amarelo – o segundo, do campeão Sport – enquanto o primeiro – módulo verde – teve o outro campeão Flamengo.

No final da década, a Portuguesa revelou um de seus maiores ídolos: o volante Capitão. Vindo de Cascavel, o jogador, de nome Oleúde José Ribeiro (e de apelido Capitão por ter nascido na cidade Capitão Leônidas Marques-PR) foi o que disputou mais partidas com a camisa vermelha e verde. Na mesma época, explodiam Zé Maria e Dener - este último um promissor atacante que teve um fim trágico num acidente de carro em 1994, no Rio, quando defendia o Vasco.

Depois, a Lusa fez um excelente Campeonato Brasileiro em 1996 e quase foi campeã, perdendo a final para o Grêmio de Paulo Nunes e Felipão. Os lusitanos contavam com nomes como Rodrigo Fabri, Leandro Amaral e Zé Roberto, além do técnico Candinho, que entraram para a história com a quase conquista.

Após o vice, a Lusa passou a sofrer bastante com o êxodo de jogadores e o futebol apresentado caiu de produção. O clube ficou endividado, obrigando o departamento de futebol a formar jogadores para vender aos rivais. Exemplo disso é o atacante Ricardo Oliveira, selecionável e que foi vendido ao Santos e hoje está no Zaragoza.

O resultado foi a queda de divisão do Brasileirão e do Paulistão em pouquíssimo tempo. A Lusa se viu, então, obrigada a recomeçar sua trajetória, como se fosse um clube recém-falido. Mesmo com pouco dinheiro, o time que quase desceu à Série C em 2006 (salvo pelo técnico Wagner Benazzi, que virou o maior ídolo da atualidade) acabou conquistando o acesso para a Série A em 2007 com o mesmo treinador, e jovens valores como o goleiro Tiago e o atacante Diogo, além de ter subido para a primeira divisão do Paulistão no início do mesmo ano.

MASCOTE

A primeira mascote da Lusa foi a Severa. Uma menina com trajes típicos portugueses, com certo carisma, mas com pouca identificação com a torcida. Severa perdurou até 1994, quando o vice-presidente do clube na época, Orlando Cordeiro de Barros, decidiu que o time precisava ter uma mascote mais representativa.


Mascote da Portuguesa

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Então, o Departamento de Marketing do clube agiu: foi criado o Leão, a nova mascote que, segundo o cartola, significava algo mais forte, que se identificava com a torcida, o time e o clube.

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Mascote da Portuguesa