Ídolos, títulos e artiharia

O primeiro grande ídolo lusitano foi o goleiro Batatais, que chegou ao clube em 1933. Sendo um grande jogador e tendo um exemplar comportamento dentro das quatro linhas, ficou marcado na Portuguesa mesmo jogando apenas duas temporadas - saiu ao final do ano de 1934 e virou ídolo no Fluminense.

No entanto, o maior ídolo da Lusa é o lateral-direito Djalma Santos. Também famoso no Palmeiras, o defensor defendeu o clube lusitano por dez temporadas. Tido como o melhor da posição na Copa de 1958 mesmo tendo jogado apenas 90 minutos. Pela Portuguesa o craque realizou 453 partidas, de 1948 a 1958, quando se transferiu para o Palmeiras. Conquistou os Torneios Rio-São Paulo de 1952 e 1955, além de títulos menos famosos, como o Troféu San Isidro, em 1951, e o Fita Azul, de 1951, 1953 e 1954.

Contemporâneo a Djalma Santos, o atacante Pinga jogou com a camisa lusitana de 1944 a 1952, e está marcado na história do clube não só por isso. Foi o maior artilheiro da história da Lusa, com 284 gols marcados no período.

Jogaram ainda com Djalma e Pinga nomes como o lendário ponta-direita Julinho Botelho, o meia Brandãozinho, o habilidoso centroavante Ipojucan, o atacante Servílio e o selecionável goleiro Félix, todos esses fazendo história entre os anos de 1945 e 1960, uma das melhores fases da Lusa.

Depois dali, em 1966, viria a aparecer um outro grande lateral-direito na Lusa: Zé Maria. Super Zé, como ficou conhecido, disputou as Copas do Mundo de 1970 e 1974, sendo reserva na primeira e titular na segunda. Pela Lusa, atuou de 1967 a 1970.

Apareceu durante os anos 70 outro grande jogador na Portuguesa: Enéas. Revelado pelas categorias de base do clube, o atacante foi o segundo maior artilheiro da história lusitana, com 184 gols anotados em sua passagem pelo clube.

Alguns anos depois, desembarcaria no Canindé um novo Zé Maria, Homônimo do grande craque de outrora. Zé Maria foi revelado pelo clube no início dos anos 90. Na mesma época, surgia um promissor garoto: Dener. O jovem atacante era muito rápido e habilidoso, colocando a Lusa novamente em evidência após uma fase não muito boa. Após uma transferência para o Vasco, o jogador morreu em um trágico acidente de carro em 1994, mas já estava marcado na história do time do Canindé.

Pouco tempo depois, a equipe continuou com sua fama de revelar grandes nomes, e lançou no futebol jogadores como Leandro Amaral, Rodrigo Fabri, Capitão e Zé Roberto. Este último jogou de 1994 a 1997 na Portuguesa, realizando mais de 60 partidas. Lateral-esquerdo de origem, passou a jogar no meio-campo dada a sua grande habilidade com a bola nos pés, estando no time vice-campeão Brasileiro de 1996. Foi, então, vendido ao Real Madrid-ESP.

Já Leandro Amaral chegou em 1997. Também promissor, o atacante Leandro despontava pelas categorias de base do clube e jogou por duas temporadas, até ser vendido para a Fiorentina-ITA, em 1999. Após ter perdido o rumo na carreira, voltou à Lusa em 2005, e jogou a Série B do Brasileirão neste ano. Voltando a fazer sucesso foi, então, negociado ao Vasco.

Rodrigo Fabri teve trajetória semelhante. Jogando no clube de 1994 a 1997, foi também vendido e não encontrou o bom futebol. Enquanto esteve na Lusa, teve uma das melhores fases, estando também no clube vice-campeão do Brasileiro de 1996.

O maior ídolo dos anos 90 foi, no entanto, o volante Capitão. De nome Oleúde, acabou sendo chamado de Capitão, por ser oriundo da cidade de Capitão Leônidas Marques, no Paraná. Um dos atletas que mais atuou com a camisa da lusa, estreou em 1988 e esteve no momento de maior glória - o vice-campeonato brasileiro de 1996 - e também no pior momento do clube - a queda para a segunda divisão nacional, em 2004. Mesmo assim, por sua qualidade e regularidade, é um dos ícones do clube até hoje, mesmo já tendo encerrado a carreira.

O maior ídolo da atualidade, no entanto, é o técnico Wágner Benazzi. O treinador chegou ao clube no segundo semestre de 2006, quando a Portuguesa estava próxima de cair para a terceira divisão. Fez uma promessa: levantar o clube e impedir sua queda.

Em poucas semanas conseguiu o feito, já ficando marcado. Não contente, no ano de 2007 conquistou o título da Série A2 do Paulistão, subindo novamente o clube, e ainda levou-o ao acesso à Série A do Brasileirão com uma bela campanha. Ganhou ainda uma estátua no Canindé pelas glórias alcançadas.

Artilharia

O maior artilheiro do clube foi o atacante Pinga. De nome José Lázaro Robles, Pinga esteve no time que venceu o torneio início do Campeonato Paulista de 1947. Conquistou, depois, o Rio-São Paulo de 1952. Atuou pela equipe lusitana de 1944 até o ano do último título, 1952, marcando 284 gols nesse período.


Principais títulos

Campeonato Paulista

1935 1936 1973

Torneio Rio-São Paulo

1952 1955

Vice-campeão Brasileiro

1996