Como enfrentar as corredeiras

Existem manobras e técnicas especiais que auxiliam os praticantes de rafting a enfrentar as corredeiras. Porém, acima de tudo e antes de mais nada... é preciso saber localizar-se no rio. A localização no rio é definida pelo sentido da correnteza, ou seja, estar “à direita” ou “à esquerda” diz respeito à correnteza e não à posição do praticante.

As duas principais manobras do rafting são o Ferring e o Giro.

Ferring
Manobra utilizada para que o bote movimente-se lateralmente dentro do rio ou atravesse uma corredeira sem que desça o rio. Pode-se optar por executar o ferring de frente ou de ré. Se o bote estiver a 45º em relação à correnteza, ocorre um forte deslocamento lateral, mas o bote perde um pouco a sua velocidade. Já a 15º o bote também se desloca lateralmente, porém, sem perder velocidade.

Giro
Serve para manobrar o bote em plena corredeira. Um lado do bote rema para a frente enquanto que os ocupantes do outro lado remam de ré, fazendo com que o bote gire rapidamente e desvie do obstáculo.

 

 


 

 

Para realizar essas manobras, existem algumas técnicas de remada que são úteis. Aqui vão:


Remada de frente - A pá do remo deve ficar inteira dentro da água. Utiliza-se o tronco para auxiliar na remada.

Remada em ré - A pá também deve ficar inteira dentro da água, porém, rema-se utilizando as costas dela.

Remada alternada - Metade dos ocupantes rema para a frente e a outra metade rema em ré. O instrutor normalmente dá o seguinte comando: "Direita ré / Esquerda frente".

Varredura - Remada ampla e forte, com o remo o mais horizontal possível. Serve para mudar a direção do barco.

Puxada lateral - Movimento realizado por todos os remadores de um único lado do bote e serve para mover o bote lateralmente sem girá-lo.

Apoio baixo - Apóia-se a pá horizontalmente na água. Serve de apoio quando alguém está para cair do bote.

Piso - Todos os remadores sentam-se no chão do bote e seguram na corda que passa na borda do bote. Este recurso é utilizado em grande quedas.

O instrutor

O instrutor de rafting (ou guia) posiciona-se na parte de trás do bote e dá os comandos durante o percurso. É ele quem dita os estilos de remadas de acordo com os obstáculos do percurso.

Todo o grupo deve estar atento e seguir os comandos do instrutor. A sintonia do grupo é fundamental para o sucesso da travessia. O instrutor deve estar equipado com cordas, facas e mosquetões.

Você caiu do bote? Não tem problema, quedas acontecem. O importante é manter a calma e manter-se posicionado dentro da água de acordo com as instruções do guia. Existem três técnicas de salvamento:
- auto-salvamento: você mesmo se segura na corda lateral do bote;
- salvamento com o remo: estique o remo em direção ao bote, tornando-o um prolongamento de seu braço para que o instrutor possa puxá-lo de volta ao bote;
- salvamento com corda de segurança: segure na corda e posicione-se de costas para a pessoa que está te puxando.

E agora, o bote virou? Siga novamente as instruções de seu guia.

Importante: não se deve ficar em pé, dentro do rio, no meio de uma corredeira, pois o seu pé pode ficar preso entre duas pedras.

Quem está iniciando no rafting deve buscar uma empresa com referência no mercado e que possua, comprovadamente, instrutores qualificados e experientes.