Segurança, uma questão primordial no Rally Dakar

A segurança sempre foi primordial para os organizadores do Rally Dakar e isto inclui não só proteção para os pilotos e equipes como também diz respeito aos espectadores presentes nas laterais da pista.

Os organizadores do Rally costumam trabalhar juntamente com as autoridades dos países que recebem o evento, checando a topografia do local, densidade demográfica, tipo do terreno, infraestrutura local e trocando informações.  Áreas especiais para visualização das diferentes etapas são determinadas para o público que acompanha o evento – normalmente fãs de longa data da corrida. A partir do momento em que o percurso está estabelecido é hora de dar início a uma extensa campanha de divulgação e conscientização.

Rally Dakar 2009
Crédito: Maindru / Equipe Petrobras Lubrax
Rally Dakar 2009

Já para os veículos participantes, equipes de apoio e imprensa,  a principal instrução a seguir é – respeitar o limite de velocidade aplicado nos diferentes países nas ruas de acesso. Cada veículo participante do Rally possui um GPS que registra todo e qualquer excesso de velocidade durante todos os trechos do percurso. O resultado é verificado sistematicamente por uma equipe de 12 inspetores. Os infratores são penalizados com multas e, em alguns casos, até mesmo expulsos do Rally.

O rali da morte

Apesar de todo o esquema de segurança, não tem jeito. O Rally Dakar é considerado por muitos como o “rali da morte”, afinal, em 30 anos de existência, já são 58 as vítimas da competição. Entre elas, o fundador do Rally, Thierry Sabine, que morreu enquanto sobrevoava um dos trechos do percurso na competição de 1986.

Engana-se também quem pensa que morrem apenas os pilotos - são vários os atropelamentos. As causas das mortes também são diversas como acidentes, atropelamentos, incêndio, queda de helicóptero,  assassinato, explosão de mina, parada cardíaca e até mesmo deslizamento de duna.  Em 30 edições, o Rally Dakar registra a triste média de 1,93 morte por ano.


No Rally 2009 que aconteceu na Argentina/Chile, por exemplo, um determinado número de veículos pertencentes à organização e conduzidos por profissionais que trabalham com a segurança foram posicionados em lugares-chaves ao longo da rota, com a colaboração da polícia argentina e chilena.  Além disso, um helicóptero sobrevoou o trecho em questão todos os dias antes do início da prova para verificar as condições do local.

Rally Dakar 2005
Crédito: Maindru / Equipe Petrobras Lubrax
Rally Dakar 2005

Outra grande preocupação em relação ao Rally 2009 era que, pela primeira vez, ele passava por uma área muito mais povoada. Se por um lado isso era extremamente positivo, pois aproximava o Rally de seus espectadores, por outro pode também poderia ser bastante perigoso para os mesmos. Para evitar acidentes foram criadas áreas especiais para o público. Uma das principais instruções dada aos espectadores era para que, em hipótese alguma, cruzassem a rota dos veículos.

Conscientização ecológica

Diariamente cerca de 2 mil pessoas viajam de uma cidade a outra durante o Rally. Trata-se de um desafio logístico e tanto para os organizadores, afinal, é preciso providenciar alimentação, instalação, eletricidade, entre outros aspectos. Além disso, outra grande preocupação dos organizadores é manter os locais limpos.

O Rally Dakar possui uma equipe que lida apenas com a coleta de lixo. A fim de valer o compromisso de uma eco-atitude responsável, a organização do evento acrescenta uma “contribuição” na inscrição dos concorrentes de  50 euros para motos, 100 euros para quadriciclos, e 150 euros para carros e caminhões. Essa quantia é doada para organizações que trabalham em prol da proteção ambiental.