Esporte por esporte: jogos de inverno

Os Jogos Olímpicos são realizados a cada dois anos, alternando entre olimpíadas de verão e de inverno. Devido às diferenças entre esses eventos, considerando desde distância até condições climáticas, a tecnologia da cronometragem pode variar muito de esporte para esporte. Vamos começar pelos jogos de inverno.

Esportes com trenó


Foto cedida USALuge.org
Como a velocidade dos competidores olímpicos de esportes com trenó chega a até 145 km/h, a margem de vitória é uma das mais apertadas. Uma tecnologia especial é necessária quando a precisão até o milésimo de segundo ou mais é o fator-chave, e quando o equipamento de cronometragem tem de resistir a temperaturas tão baixas quanto - 34 ºC.

A largada e a linha de chegada dos eventos com trenó são equipadas com raios infravermelhos de 1,3 a 2,5 cm, que são conectados a um receptor que aciona ou pára o relógio quando o raio é cortado. Embora efetiva na pista, a tecnologia a laser foi substituída por raios infravermelhos nas Olimpíadas de 2002, em Salt Lake City, depois de uma pesquisa ter revelado que o laser trepidava quando a neve caía e que o gelo embaçava a célula fotoelétrica, reduzindo a precisão.

Patinação de velocidade
A tecnologia de cronometragem para a patinação de velocidade é muito parecida com a de corridas de curta distância. O relógio é acionado pela pistola de largada, e a célula fotoelétrica envia o sinal para o computador de cronometragem quando cada competidor atravessa o raio laser na linha de chegada. Como a velocidade dos patinadores chega a até 48 km/h, e cada um deles pode ganhar por apenas uma ponta de bota, duas câmeras de vídeo ficam na linha de chegada, gravam cada imagem em câmera lenta a 2 mil quadros por segundo e enviam a imagem completa aos juízes para ajudá-los a determinar os vencedores.

Esqui
Os competidores da prova de downhill começam a corrida em portões de largada. Quando os portões se abrem, eles enviam um sinal eletrônico ao cronômetro para acionar o relógio. Como nos eventos com trenó, um raio infravermelho é posicionado na linha de chegada para interromper o relógio.

Para provas de esqui de longa distância, como cross-country e combinação nórdica, RFIDs (etiquetas eletrônicas rastreadas por radiofreqüência) colocadas nas botas de cada um dos esquiadores enviam sinais individuais para antenas que ficam debaixo da neve na largada, na linha de chegada e em outros pontos no caminho. Desta maneira, a hora da largada, da chegada e o percurso dos esquiadores podem ser monitorados, gravados e transmitidos pelo rádio, levando em consideração as penalidades de tempo.