Mantendo o resultado real


Foto cedida USALuge.org
Apesar de a maioria dos tempos ser anunciada em centésimos de segundo, os padrões de cronometragem das Olimpíadas exigem que a precisão do cronômetro seja de milissegundos. Com uma margem de erro tão pequena, os cronometristas precisam estar preparados para o pior. Veja a seguir como os oficiais de cronometragem mantêm as contagens precisas.
  • Sistemas "inteligentes" - no caso de um cabo ser cortado ou de um equipamento parar de funcionar, cada sistema de cronometragem tem até quatro sistemas de backup. Estes sistemas começam a funcionar automaticamente quando um equipamento falha, para que nenhuma contagem seja perdida (não há como refazer uma prova em uma Olimpíada). Alguns sistemas extras fazem o backup dos dados imprimindo-os em uma impressora de tempo sincronizado, enquanto outros asseguram que os tempos ainda possam chegar à platéia e à mídia através dos placares e da Internet. Além disso, os raios laser e infravermelhos na largada e na linha de chegada não são fixos. Eles acendem e apagam rapidamente para que não sejam acionados por mudanças na luz de fundo ou por precipitação de neve. Um sinal é enviado ao relógio apenas depois do raio ser bloqueado por várias vibrações seguidas.

  • Sistema contra queima de largadas - como muitos atletas queimam a largada, os cronometristas devem ser como juízes para manter a precisão dos tempos dos competidores. Cientistas calcularam que uma pessoa normal leva um décimo de segundo para reagir a um estímulo, como o da pistola de largada. Nas Olimpíadas, existe um sistema que pára o relógio se um atleta começa antes de um décimo de segundo depois do sinal ser dado porque isso significa que ele começou a reagir antes do tiro.

    Para medir isso, os blocos de partida usados nas provas de corrida e de natação têm botões eletrônicos de pressão onde os pés dos atletas se posicionam. No primeiro sinal de pressão (quando o competidor dá um impulso), o bloco de partida envia um sinal para o cronômetro. Se o tempo de reação determinado for menor que um décimo de segundo, o relógio pára e um alarme é enviado aos fones de ouvido do oficial de cronometragem para que a corrida seja reiniciada. Muitas vezes, o competidor que queimou a largada é desclassificado. Em esportes aquáticos de revezamento, o tempo de reação é avaliado no começo da prova e também quando cada competidor "libera" o seu companheiro de equipe. Se o nadador liberado deixa o bloco de partida em menos de um décimo de segundo antes do primeiro tocar o botão na água, o segundo nadador é desclassificado por queimar a largada. Nos dois casos, câmeras de vídeo de alta velocidade também gravam a ação em uma escala horizontal de tempo no caso de algum impasse.

  • Discussões e desenvolvimento - como o cronometrista oficial das Olimpíadas dispõe de muitos sistemas extras e diversos aparelhos de cronometragem numéricos e visuais, as discussões sobre a contagem geralmente são solucionadas com rapidez através de uma análise. No entanto, quando uma reclamação válida é feita, isto quase sempre resulta em uma pesquisa e na melhora da tecnologia de cronometragem existente. Por exemplo, depois que Silke Kraushaar ganhou a medalha de ouro no Luge em 1998, foi descoberto que os sensores fotoelétricos tinham uma margem de erro de exatos dois milissegundos, justamente o que fez Kraushaar ser o vencedor. Devido às preocupações sobre a precisão do sistema, o chefe de engenharia Tom Westenburg, do Comitê Olímpico Norte-Americano, desenvolveu o sistema de alta modulação com três sistemas extras que está sendo usado atualmente e é preciso até menos de meio milissegundo.