ciclismo de estrada nas Olimpíadas

Introdução

• As primeiras bicicletas eram estranhas e desajeitadas, totalmente inadequadas para corridas.

• Isso mudou com a invenção do mecanismo de pedal e pedivela em 1839 por um ferreiro escocês chamado Kirkpatrick MacMillan. O sistema de pedal e pedivela permitiu aos ciclistas transmitirem eficientemente energia às bicicletas, e assim aumentar muito a velocidade destas e levar o ciclismo para o mundo dos esportes competitivos.

• Nos anos 1880, o ciclismo deu um novo salto à frente com o desenvolvimento do sistema de corrente e marchas. Isso permitiu que diferentes relações de marcha aumentassem a velocidade ao pedalar em declives e aclives.

• Desde essas invenções revolucionárias do ciclismo, a inovação em corridas de bicicleta surge na forma de aerodinâmica, redução de peso e, em parte, com o desempenho; muito pouco mudou em relação ao projeto inicial das bicicletas.

• O ciclismo foi introduzido nos Jogos Olímpicos inaugurais de 1896. A corrida de estrada cobriu 87 Km em duas voltas na pista da maratona.

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Imagem cedida pelo Comitê Olímpico Brasileiro
Crédito: Wander Roberto/COB/Divulgação

• O ciclismo olímpico feminino teve início nos Jogos de 1984.

• Nos Jogos de Atlanta, em 1996, foram introduzidas as provas de contra-relógio. Essa prova consistia em ciclistas correndo contra o relógio individualmente, ao invés de competirem entre si.

• As corridas masculinas e femininas e provas contra-relógio agora compreendem as quatro modalidades que compõem o programa Olímpico de corridas de estrada.

• As corridas de estrada iniciam com largadas em massa. A corrida masculina tem 239 km e a feminina 120 Km. As provas de contra-relógio são corridas contra o tempo, com os ciclistas partindo em intervalos de 90 segundos. Nessas, os homens correm por 46,8 km, as mulheres por 31,2 Km.

• O ciclismo de estrada nas Olimpíadas evoluiu muito ao longo dos anos, e tem uma longa lista de modalidades fora de uso, incluindo: 440 jardas masculino, 1/3 de milha masculino, 660 jardas masculino, 1000 metros masculino, 1 milha masculino, 2000 metros masculino, 2 milhas masculino, 5000 metros masculino, 10.000 metros masculino, 20.000 metros masculino, 25.000 metros masculino, 25 milhas masculino, 50.000 metros masculino, 100 quilômetros masculino, 12 horas masculino, Tandem masculino, corrida de estrada em equipe masculino, prova de contra-relógio em equipe masculino.

• Algumas das modalidades mais bizarras incluem a corrida de 12 horas masculino, realizada nos Jogos de Atenas de 1896 e o sprint de 603,49 metros (660 jardas) nos Jogos Olímpicos de Londres, em 1908.

Regras

• O número de ciclistas participando de uma corrida de estrada deve ser limitado a 200. O número de ciclistas titulares por equipe deve ser definido entre 4 no mínimo e 10 no máximo.

• O organizador deve indicar no programa ou no guia técnico e no formulário de inscrição o número máximo para sua corrida. Esse número deve ser o mesmo para todas as equipes. Não deve ser levado em conta nenhum ciclista inscrito que ultrapassar esse número.

• Para homens e mulheres, a relação máxima de marcha autorizada é a que dá a distância percorrida por revolução de 7,93 metros.

• Durante as corridas para homens e/ou mulheres, o uso de links de rádio ou outras formas de comunicação remota com os ciclistas não é permitido.

Lista de modalidades

• Corrida de estrada masculino (239 KM)
• Corrida de estrada feminina (120 KM)
• Prova de contra-relógio masculina (46,8 KM)
• Prova de contra-relógio feminina (31,2 KM)

Medalhas dos Jogos Olímpicos de 2008

Masculino

Prova
Ouro Prata Bronze
Corrida de estrada
SANCHEZ Samuel (ESP) REBELLIN Davide (ITA) CANCELLARA Fabian (SUI)
Prova de contra-relógio
CANCELLARA Fabian (SUI) LARSSON Gustav (SUE) LEIPHEIMER Levi (EUA)

Feminino

 

Prova
Ouro Prata Bronze
Corrida de estrada
COOKE Nicole (GBR) JOHANSSON Emma (SUE) GUDERZO Tatiana (ITA)
Prova de contra-relógio
ARMSTRONG Kristin (EUA) POOLEY Emma (GBR) THURIG Karin (SUI)


Recordistas mundiais e olímpicos:

Nas modalidades de estrada, não existe uma pista padronizada usada em todos os Jogos Olímpicos. O percurso varia de Jogos para Jogos em termos de topografia, dificuldade e desenho. Apesar de a distância ser padronizada, a localização de aclives, retas, curvas e outras características da pista são únicas a cada cidade hospedeira. Com isso, não existem recordes mundiais ou olímpicos reconhecidos para o ciclismo de estrada.

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Fontes (em inglês)