História

São Caetano

Nome: Associação Desportiva São Caetano

Apelido: Azulão

Fundação: 1989

Localização: Rua Eduardo Prado, 8 – São Caetano do Sul - SP

Estádio: Anacleto Campanella

Maior artilheiro: Adhemar (68 gols)

Principais títulos

Campeonato Paulista (1): 2004.

Vice-campeão da Taça Libertadores da América (1): 2002.

Vice-campeão Brasileiro (2): 2000 e 2001.

Destaque na temporada 2007: Douglas

* ACOMPANHE AQUI OS RESULTADOS DO CAMPEONATO PAULISTA

Os moradores de São Caetano do Sul, na região do ABC, em São Paulo, sempre sonharam em contar com um clube que representasse a população pelo estado e até pelo Brasil. O sonho ganhou forma em 4 de dezembro de 1989, quando um grupo de esportistas, liderados pelo então prefeito da cidade, Dr. Luiz Olinto Tortorello, resolveu fundar a Associação Desportiva São Caetano.

No fim de 1989, o time se inscreveu na Federação Paulista de Futebol e passou a disputar competições oficiais promovidas pela entidade. Como todo clube recém-criado, o Azulão entrou na última divisão do Campeonato Paulista e disputou seu primeiro campeonato oficial em 1990, mas no terceiro escalão.

A ascensão da equipe foi meteórica. Em apenas três anos, venceu todas as divisões do futebol paulista e, em 1993, disputou pela primeira vez o campeonato da elite do estado. Como o progresso foi muito rápido, os dirigentes montaram uma equipe formada basicamente por jovens atletas e contrataram alguns reforços para manter o time na divisão superior. A prioridade da diretoria era melhorar a infra-estrutura do time e, com isso, montar uma sede social, centro de treinamento, alojamentos, organizar todos os departamentos e transformar o clube em sociedade anônima.

O São Caetano começou a ganhar destaque no cenário futebolístico brasileiro em 2000, com o novo formato do Campeonato Nacional, que se chamou Copa João Havelange naquele ano. Até então, o clube era inexpressivo no país. O time entrou no Módulo Amarelo, equivalente à segunda divisão do Brasil, e conquistou o vice-campeonato. A posição reservou um lugar no mata-mata decisivo da competição contra os times considerados grandes.

No certame, o Azulão, comandado por Jair Picerni, eliminou equipes tradicionais como Fluminense, Palmeiras e Grêmio, encantando o Brasil com um futebol vistoso. Dentro de campo, brilhavam o atacante Adhemar, os meio-campistas Claudecir, Esquerdinha e Adãozinho, o lateral-esquerdo César, o zagueiro Dininho e o goleiro Silvio Luiz.

Na final, no entanto, os paulistas perderam para o Vasco e acabaram como vice-campeões brasileiros em uma final conturbada. Após empate por 1 a 1 em São Paulo, o jogo de volta, em São Januário, foi interrompido ainda no seu início, depois que o alambrado do estádio cedeu e muitos torcedores se feriram na queda. A partida, então, só foi realizada em janeiro de 2001, no Maracanã, com triunfo vascaíno por 3 a 1.

Nesse mesmo ano, outra boa campanha no Brasileirão, com a equipe se firmando na elite. Mais uma vez o time chegou na decisão nacional, mas, desta vez, o algoz foi o Atlético-PR e os torcedores amargaram outro vice-campeonato.

De qualquer forma, o segundo lugar deu ao time o direito de disputar a Copa Libertadores da América de 2002. Para surpresa de todos, novamente os Azulão fez brilhante campanha e chegou a mais uma final. Nesta edição do mais importante torneio sul-americano, a equipe bateu fortes times como Peñarol, do Uruguai, e América, do México.

 
Imagem cedida pela Associação Desportiva São Caetano
São Caetano/Divulgação

Na decisão, no entanto, o São Caetano não suportou a pressão do tradicional Olímpia do Paraguai e acabou derrotado. Na primeira partida, vitória dos paulistas por 1 a 0, em Assunção. No jogo de volta, triunfo dos paraguaios por 2 a 1, no Morumbi, de virada. O levou a decisão para os pênaltis e os brasileiros perderam por 4 a 2, amargando o terceiro vice-campeonato em três anos.

O esperado título só veio em 2004, com a conquista do Campeonato Paulista. Sob o comando de Muricy Ramalho, o Azulão derrotou o Paulista e levantou o caneco, após derrotar equipes “grandes” como São Paulo e Santos.

Neste mesmo ano, a felicidade pela conquista no primeiro semestre se transformou em uma das maiores tragédias da história do clube. No dia 27 de outubro, em um jogo contra o São Paulo, no Morumbi, válido pelo Campeonato Brasileiro, o zagueiro Serginho sofreu uma parada cardiorrespiratória durante o jogo e morreu minutos depois em um hospital próximo ao estádio. O caso comoveu não só dirigentes, companheiros de equipe e torcedores do São Caetano, mas o país inteiro, que enviou mensagens de apoio à família do jogador.

O fato abalou jogadores e dirigentes, e o São Caetano nunca mais foi o mesmo de anos anteriores. Em 2005, o time se livrou do rebaixamento do Nacional na última rodada e não foi bem o Campeonato Paulista e na Copa do Brasil. No ano seguinte, o descenso se confirmou e o clube do ABC caiu para Série B, onde ainda permanece.

No Campeonato Estadual de 2007, sob o comando de Dorival Júnior, um suspiro. Após derrotar o São Paulo por 4 a 1, em pleno Morumbi, se classificou para a final do certame. No primeiro jogo da decisão vitória por 2 a 0, contra o Santos. Podendo perder por um gol de diferença a segunda partida, o São Caetano não resistiu ao alvinegro da Vila Belmiro e foi derrotado pelo mesmo placar, 2 a 0. Em função do regulamento, o título ficou com o time do litoral, que realizou melhor campanha na primeira fase.

MASCOTE

A mascote escolhida para representar o São Caetano é uma espécie de ave que possui as mesmas cores do clube, o azul. Dessa maneira, o pássaro selecionado foi o Azulão, que também representa os altos vôos ambicionados pela equipe.


Mascote do São Caetano