![]() Márcio Kato/ZDL Ymer Wude Ayalew, campeã da prova em 2008 |
O maior vencedor da história da São Silvestre é Paul Tergat. O atleta do Quênia obteve uma façanha inédita na prova ao conquistar cinco títulos: 95, 96, 98, 99 e 2000. |
A corrida seguiu assim, disputada apenas por homens e brasileiros, até a sua 20ª edição, em 1945. Naquele ano foram convidados atletas chilenos e uruguaios. A partir de então, a corrida foi aberta para atletas do mundo todo e passou a ser chamada de Corrida Internacional de São Silvestre.
Em 1975, outra grande virada. Inspirados no Ano Internacional da Mulher, institucionalizado pela ONU, os organizadores da São Silvestre abriram a corrida para a participação feminina. A primeira mulher a vencer a São Silvestre foi a alemã Christa Valensieck. Durante muitos anos as mulheres correram ao lado dos homens, porém, com classificação diferenciada.
Imagem cedida por ZDL Comunicação
Sérgio Shibuya/ZDL
Largada feminina 2006
As estrangeiras dominaram a São Silvestre durante longos 20 anos. Talvez a mais conhecida e que tenha o maior destaque tenha sido a portuguesa Rosa Mota, que subiu ao pódio em três ocasiões – 1989, 1990 e 1992. A corredora Carmem de Oliveira escreveu seu nome na história da corrida ao ser a primeira brasileira a vencer a competição, em 1995.
Apenas 48 atletas participaram da primeira edição da São Silvestre, em 1924. Atualmente, 20 mil corredores disputam a prova. |
O horário da São Silvestre também mudou. Até 1988 os corredores cruzavam a linha de chegada por volta de meia-noite. Já a partir do ano seguinte, o horário da corrida mudou – as mulheres passaram a largar às 15 h e os homens às 17 h. Além disso, o sentido do percurso também foi alterado.
Imagem cedida por ZDL Comunicação
Sérgio Shibuya/ZDL
Largada masculina 2006
Na 74ª edição, outras duas novidades – chip para os corredores de elite (servem para apurar eletronicamente o tempo/distância) e a abertura das duas pistas da Avenida Paulista para a chegada.
Em 1918, assumiu “A Gazeta”, que se tornou um dos mais importantes órgãos de imprensa de São Paulo da época. Apaixonado por esporte, Cásper atuou na direção de A Gazeta Esportiva, promovendo eventos esportivos importantes, como a "Prova Ciclística 9 de Julho" e a "Corrida de São Silvestre". Na manhã do dia 27 de agosto de 1943, Cásper morreu, aos 54 anos, em um acidente aéreo. O avião da Vasp tentava aterrissar no aeroporto Santos Dumont , mas se chocou com uma torre da Escola Naval. Após sua morte, o jornalista legou a São Paulo a Fundação Cásper Libero, englobando o jornal, rádio e TV Gazeta, fundada em 1970. Em seu testamento, Cásper determinou a criação de uma escola de jornalismo, a Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero. |