Placas restritoras

Uma peça do motor de um carro da NASCAR que foi implementada por razões de segurança está sendo agora apontada como a causa de muitos dos acidentes com múltiplos carros, Placas Restritoras são utilizadas nas pistas de super velocidade da NASCAR, inclusive Daytona e Talladega, para reduzir a velocidade dos carros. A New Hampshire International Speedway foi adicionada recentemente a essa curta lista de circuitos com placas restritoras, após as mortes de Adam Petty e Kenny Irwin nesse circuito em questão de meses.

Uma placa restritora é uma placa quadrada de alumínio que possui quatro orifícios perfurados. O tamanho do orifício é determinado pela NASCAR e varia entre 2,2 a 2,5 cm. As placas restritoras são colocadas entre o carburador e o coletor de admissão reduzindo o fluxo de ar e combustível para a câmara de combustão do motor, reduzindo também a potência e a velocidade.

As placas restritoras foram implementadas em 1988 após a colisão de Bobby Allison com uma cerca de contenção a 338 km/h, que colocou centenas de fãs em perigo. Também em 1987, Bill Elliott estabeleceu o recorde da pista, fazendo uma volta a cerca de 343 km/h. Alguns acreditam que se as placas restritoras não fossem utilizadas, os carros da NASCAR poderiam correr nas pistas de super speedway em velocidades superiores a 362 km/h por causa da melhor aerodinâmica dos carros ao longo da última década.

Embora os dirigentes da NASCAR sustentem que as placas restritoras são necessárias para impedir colisões em alta velocidade, tais como a de Allison, muitos pilotos reclamam que as placas restritoras são a causa de acidentes com múltiplos carros, elas reduzem a velocidade em cerca de 16 km/h, deixando a pista com mais de 40 carros densamente agrupados enquanto correm na pista a 305 km/h. Se um desses carros bate, geralmente isso faz com que muitos outros carros batam junto.