Como andar de skate

Autor: 
Cameron Lawrence

Em alguns momentos, andar de skate se parece muito com surfar. Os dois esportes exigem que a pessoa fique de lado. Existem três maneiras principais de andar de skate:

  •  regular foot significa andar com o pé esquerdo na parte dianteira do skate. O pé esquerdo fica na prancha, geralmente na parte central próxima ao nose (nariz) do skate. O pé direito é utilizado para ganhar velocidade;
  • goofy foot é o oposto do regular foot. Isso significa que o skatista coloca o pé direito na parte dianteira do skate e empurra o seu corpo com o pé esquerdo;
  •  mongo foot é quando um dos pés do skatista fica na parte traseira do skate enquanto o que está na parte dianteira empurra. Esta forma é considerada inferior por muitos skatistas, já que pode reduzir a velocidade e o controle.

Ganhando velocidade
Imagem cedida por Mary Vogt/MorgueFile
A maioria das pessoas anda de skate na posição "regular foot" com o pé esquerdo na parte dianteira da prancha

Se ainda não sabe qual posição prefere aprender ao andar de skate, procure a mais confortável. Se ainda está em dúvida, preste atenção qual pé você usa para começar a andar. Outro teste é fazer com que uma pessoa o empurre, como se quisesse derrubá-lo. O pé que você coloca para trás para recuperar o seu equilíbrio deve ser o mesmo que você coloca na parte traseira do skate.

Depois de quase cinco décadas de skateboarding, alguns estilos principais evoluíram. Vamos aproveitar para conhecer um pouco sobre cada um deles.

Downhill é o estilo mais veloz. Não existem muitas manobras neste estilo. Da mesma forma que o esqui downhill (descida livre), o objetivo é terminar o percurso no menor tempo e maior velocidade possíveis. Em contraste, long boarding é comumente associado ao surfe. Devido à semelhança com o surfe, os long boards são feitos para andar em ondas de concreto. É a modalidade favorita dos surfistas e é bastante popular nas universidades.

O freestyle se parece mais com uma dança. Ele consiste na manipulação do skate em uma superfície plana. Os truques são muito técnicos e dependem da capacidade do skatista de girar o skate das formas mais criativas possíveis. No passado, as competições freestyle usavam até música e coreografias.

Um skatista da modalidade vertical
Imagem cedida por Kenn Keiser/MorgueFile
A modalidade vertical em uma pista de skate

A modalidade vertical, também conhecida como ramp skating, ganhou popularidade nos anos 80 e continua popular até hoje. Ela é a primeira imagem que as pessoas têm quando pensam em skate. Nesta modalidade, a coisa mais importante é saltar bem alto e fazer o máximo de truques possíveis antes de chegar ao solo. O nome é inspirado nas estruturas e superfícies verticais que os skatistas utilizam, como os half-pipes (grande rampas com inclinações nos dois lados e uma parte plana no meio), os quarter-pipes e os bowls (um tipo de piscina de madeira construída especialmente para skatistas). Os skatistas desta modalidade também são conhecidos por invadir jardins, esvaziar piscinas e pular cercas para andarem de skate. Eles gostam de andar em canais de concreto e trincheiras de drenagem.

O street skating, assim como o parkour, usa o cenário urbano de maneira bastante criativa. Os truques são realizados nos bancos, corrimões, paredes, mesas, escadas, carrinhos de supermercado e carros. E isso é só o começo. Para o skatista da modalidade street, é possível andar em quase qualquer coisa.

Na próxima página, vamos conhecer algumas manobras que você pode fazer em um skate.

Parques para skate
Os parques para skate, assim como muitos outros segmentos da indústria do skate, teve momentos de popularidade e outros nem tanto. No auge do skate nos anos 70, percursos com obstáculos foram construídos em todo os Estados Unidos. Alguns parques são construídos para a modalidade street, enquanto os cobertos têm muitas rampas e bowls. Estes parques, quando bem projetados, são ótimos tanto para os skatistas quanto para a comunidade. Eles ajudam a separar os skatistas dos membros da comunidade.

Contudo, muitos skatistas reclamam que quando as cidades constroem parques de skate, eles não participam da discussão. O resultado é que os parques ficam inutilizados e deixam tanto a comunidade quanto os skatistas frustrados. A outra crítica que os parques recebem dos skatistas é que eles ficam muito lotados. Isto dificulta a expressão e a superação dos limites, que é o que os skatistas mais gostam no seu esporte.