Introdução

O que pode acontecer quando nos lançamos sobre uma pequena prancha em alta velocidade nas areias molhadas de uma praia em direção ao mar? De duas uma: ou tomamos aquele tombo digno de um filme de comédia ou continuamos nossa trajetória rumo à arrebentação das ondas para fazer uma manobra radical.


Carrie Winegarden/iStockphoto

Este é o skimboarding, esporte que no Brasil é conhecido por “sonrisal”, uma mistura de surfe e skate praticada na beira da praia por malucos adeptos de manobras radicais... e tombos cinematográficos.

Os primeiros registros do skimboarding são datados de 1920, na praia de Laguna, Califórnia – EUA. Salva-vidas locais, a título de entretenimento, deslizavam em chapas ovalares de madeira sobre a areia molhada da praia, produzindo esguichos d’água.

Durante 50 anos, até meados da década de 1970, o skimboarding era praticado despretensiosamente, como uma brincadeira, difundida apenas nas proximidades de Laguna. É nesta época que surgem os primeiros expoentes, como o norte-americano Mike Buxton, atraindo holofotes para o esporte.

No final da década de 1970, Tex Haines e Peter Prietto, também praticantes, fundam a Victoria Skimboards, que, além de produzir pranchas, torna-se o centro de informações e difusão do skimboarding nos Estados Unidos, organizando os primeiros campeonatos.

O skimboarding tomou proporções maiores somente na década de 1990, com o surgimento de publicações especializadas sobre o assunto. Atualmente, é praticado e competido nos quatro cantos do mundo, embora seja bem menos popular do que outros esportes marítimos, como o surfe e o bodyboarding e mesmo o despretensioso “jacaré”.

Pode-se dizer que, do surgimento aos dias de hoje, muita coisa mudou no skimboarding. Leia na próxima página.