stock car

A Stock Car é a modalidade de automobilismo mais assistida do Brasil. Com transmissões ao vivo em televisão aberta, atinge grande público e chama atenção de patrocinadores. O sucesso é tanto que já são realizadas provas no exterior, como a etapa de Buenos Aires.

Ela foi criada em 1979 - e seu nome fazia referência à categoria homônima muito famosa nos Estados Unidos. Essa categoria de carros de turismo foi uma grande novidade para o público de automobilismo brasileiro, apesar de não ter sido a primeira experiência do tipo.


Imagem cedida pela Stock Car
Crédito: Luca Bassani

Desde o início, a intenção dos organizadores da Stock Car sempre foi minimizar os custos e equilibrar os desempenhos. Assim, os carros foram preparados ou construídos de maneira similar todos esses anos. De 1994 a 1999, por exemplo, os veículos utilizados nas competições eram, na verdade, Omegas, modelo da General Motors - de rua, com modificações para competição.

No início, porém, os carros da Stock Car eram Opalas (outro modelo da General Motors), que dominaram a categoria de 1979 a 1986. Quando ao final deste ano a General Motors resolveu tirar o apoio da categoria, os organizadores decidiram descaracterizar o Opala aplicando-lhe diversos elementos de carroceria em plástico reforçado com fibra-de-vidro.  O estilo não ficou dos melhores, mas a categoria continuou forte.

Em 1990 a organizadores resolveram voltar ao Opala de formas originais, mas ficou cada vez mais difícil usar o modelo, pois a versão cupê havia saído de linha em 1988, dificultando a reposição de monoblocos avariados em acidentes. Por não existir mais a versão, foi dado ao carro o nome de Protótipo Opala. Por isso, em 1994, como vimos, passou a ser utilizado o Omega. 

O fato de o Omega nacional ter sido retirado de produção em meados de 1998 levou os organizadores da Stock Car a instituir o carro de chassi tubular único, inspirado na Nascar - categoria americana de turismo de muito sucesso, com carrocerias diferentes de modo a simbolizar marcas. Atualmente, três marcas se fazem presentes na Stock Car por meio de carrocerias idênticas porém com visual dianteiro diferenciado: Chevrolet (Astra), Mitsubishi (Lancer) e Peugeot (307 Sedan). A Volkswagen participou com o modelo Bora em 2006 e 2007.

Confira os tipos de carros usados na Stock Car até hoje:

 
 PeríodoVeículo
 1979 a 1986 Opala
 1987 a 1989 Carenagem Caio/Hidroplás
 1990 a 1993 Protótipo Opala
 1994 a 1999 Omega
 2000 a 2003 Vectra*
 2004 Astra Sedan
 2005 Astra Sedan e Mitsubishi Lancer
 2006 Astra Sedan, Mitsubishi Lancer e Volkswagen Bora
 2007 Astra Sedan, Mitsubishi Lancer, Volkswagen Bora e Peugeot 307 Sedan

* Este e todos a seguir com chassi tubular

Os motores da categoria também passaram por mudanças: em vez dos motores Chevrolet 4100 de seis cilindros em linha, a partir de 2004 os competidores passaram a usar o V8 GM de 5,7 litros importado, baseado nos motores utilizados na Nascar, de 450 cv, proporcionando  desempenho bem melhor do que com o motor brasileiro, que chegava a 320 cv somente, ainda a carburador. O número de pilotos por prova é limitado a 38.

O campeonato inteiro de Stock Car, a partir de 2007 denominado Copa Nextel de Stock Car, tem 12 etapas, todas realizadas em autódromos. A divisão de pontuação para os mais bem classificados de cada etapa acontece conforme a tabela:

Posição Pontuação
25
20
16
14
12
10
9
8
7
10° 6
11° 5
12° 4
13° 3
14° 2
15° 1

Depois da oitava etapa, os dez primeiros colocados da competição iniciam o play-off, que se disputa nas últimas quatro etapas para definir o campeão. Nestas provas, todos os participantes disputam as corridas, mas apenas os competidores do play-off concorrem ao título da temporada. Para que isso fique claro, são somados 200 pontos à classificação dos competidores até então. A pontuação das equipes é feita da mesma maneira, mas sem os playoffs.

A formação para a largada começa a ser feita um dia antes da prova, geralmente realizada aos domingos, embora haja tendência de passar para os sábados por ser mais conveniente para transmissão por tevê e também não coincidir com as corridas de Fórmula 1. 

No treino classificatório, os carros podem entrar na pista quando quiserem para as tomadas de tempo, mas não devem exceder o limite de 16 voltas. Os donos dos dez melhores tempos dessa etapa têm direito à Super Classificação. Nesta fase, os pilotos têm dez minutos para fazer voltas rápidas, e a formação de largada será feita de acordo com esses resultados.


Imagem cedida pela Stock Car
Crédito: Luca Bassani

Antes do início da competição, os carros dão uma volta de apresentação. Ao final, recebem bandeira verde do diretor de prova para a largada lançada (em movimento). O número de voltas e a distância a ser percorrida varia de acordo com a etapa.

O maior vencedor da história da Stock Car é Ingo Hoffmann, com nada menos que 12 conquistas, contra quatro de Paulo Gomes e três de Chico Serra. Confira lista completa dos campeões da categoria:

Ano Campeão
1979 Paulo Gomes
1980 Ingo Hoffmann
1981 Affonso Giaffone Jr.
1982 Alencar Jr.
1983 Paulo Gomes
1984 Paulo Gomes
1985 Ingo Hoffmann
1986 Marcos Gracia
1987 Zeca Giaffone
1988 Fábio Sotto Mayor
1989 Ingo Hoffmann
1990 Ingo Hoffmann
1991 Ingo Hoffmann e Angelo Giombelli
1992 Ingo Hoffmann e Angelo Giombelli
1993 Ingo Hoffmann e Angelo Giombelli
1994 Ingo Hoffmann
1995 Paulo Gomes
1996 Ingo Hoffmann
1997 Ingo Hoffmann
1998 Ingo Hoffmann
1999 Chico Serra
2000 Chico Serra
2001 Chico Serra
2002 Ingo Hoffmann
2003 David Mufatto
2004 Giuliano Losacco
2005 Giuliano Losacco
2006 Cacá Bueno
2007 Cacá Bueno
2008 Ricardo Maurício

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Veja as principais características dos carros:

Marcas representadas: Chevrolet (Astra), Peugeot (307 Sedan) e Mitsubishi (Lancer).
Chassi: tubular padronizado.
Motor: V8 de 5,7 litros, 450 cv, especialmente desenvolvido para a categoria
Combustível: gasolina especial sem álcool da Petrobrás
Transmissão: câmbio manual sequencial de 6 marchas, padronizado pela organização.
Suspensão: independente nas quatro rodas, ancoradas na estrutura tubular principal.
Freios: a disco nas quatro rodas, duplo circuito hidráulico obrigatório para atuação em pelo menos duas rodas em caso de falha em um circuito.
Direção: assistida, hidráulica


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