A participação brasileira na história dos Jogos

O taekwondo talvez seja o esporte olímpico que mais tem a comemorar o desempenho nos Jogos de Atenas, em 2004. Desacreditado e quase sem atenção da opinião pública, a arte marcial teve dois brasileiros brigando por medalhas.

Diogo Silva e Natália Falavigna ficaram muito próximos do pódio olímpico em Atenas. Na categoria pena até 67 kg, depois de ser eliminado da chave principal nas quartas-de-final, o lutador paulista chegou à disputa do bronze, quando foi derrotado pelo sul-coreano Song Myeong Seob. Falavigna chegou ainda mais próxima de uma medalha.

Ao contrário de Diogo Silva, a paranaense conseguiu alcançar a semifinal da chave principal. Mas, derrotada pela chinesa Chen Zhong, a representante do Brasil na categoria pesado teve que passar por uma luta na repescagem para disputar o bronze com a venezuelana Adriana Carmona, quando perdeu de vez as chances de pódio.

O terceiro representante brasileiro no taekwondo em Atenas foi Marcel Wenceslau, que parou na primeira rodada da categoria mosca ao ser derrotado pelo egípcio Tamer Bayoumi.

Esta foi a segunda participação olímpica do taekwondo brasileiro. O país estreou em Olimpíadas em Sydney-2000. A única representante nacional na oportunidade foi Carmem Carolina, na categoria até 57 kg. A paranaense teve o sonho da medalha olímpica desfeito logo na primeira rodada pela italiana Cristiana Corsi.

Em Pequim, o sonho de medalha olímpica para o taekwondo brasileiro se realizou. Natália Falavigna conquistou o bronze na categoria até 69 kg e colocou seu nome na história do esporte. Outros dois atletas brasileiros também disputaram os Jogos de Pequim - Márcio Wenceslau e Débora Nunes. Ambos foram eliminados na segunda luta.