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Susan Nasr - traduzido por HowStuffWorks Brasil
A era do maiô rápido
 © istockphoto.com / Grafissimo Atleta nadando
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O conceito de “roupa rápida” nos leva a questionar algumas hipóteses. Primeiramente, assume-se que tal maiô pode não somente vestir o nadador sem acrescentar a resistência da roupa, como também é capaz de diminuir a resistência encontrada na água. Em segundo lugar, assume-se que essa tecnologia aplicada à roupa do nadador reduz a resistência permitindo que o mesmo nade mais rápido, sem que precise para isso de mais energia ou oxigênio.
A Federação Internacional de Natação (FINA) aprovou o primeiro maiô inteiro (full-body suit) para redução de resistência no ano 2000, durante as provas classificatórias para as
Olimpíadas [fonte:
Longman]. Os nadadores usaram vários modelos desse tipo de maiô nos Jogos Olimpícos de 2000 e 2004, culminando com o LZR Racer da Speedo, em 2008. De acordo com a Speedo, esse é o maiô mais rápido existente no mercado.
O maiô, fruto de muita pesquisa, é feito com diversos materiais de alta tecnologia. As costuras são soldadas com ultrassom. Além disso, a roupa repele a água e seu formato anatômico cria uma espécie de apoio para manter o nadador em melhor posição dentro da água, sem perder a liberdade e flexibilidade de seus movimentos, diz Jason Rance, um dos designers que ajudou a pesquisar e criar o maiô. Soldar as costuras reduz em cerca de 6% a resistência, ao compararmos com o ato de costurá-las, diz Rance.
E não foi apenas com o material que a Speedo se preocupou, mas também com o nadador. Nadadores não são construídos como “torpedos”, mas apesar de fortes, possuem corpos de “humanos”. Suas curvas e
músculos criam resistência, o que é ainda pior do que a fricção da roupa. A Speedo procurou tirar essa resistência criada pelo próprio corpo do nadador ao bolar um maiô extremamente colado ao corpo, diz Rance.
A Speedo testou ainda a oxigenação dos nadadores, particularmente para saber se uma roupa tão colada não faria tanta compressão ao ponto de não permitir ao nadador respirar efetivamente, diz Rance. A empresa chegou ao resultado de que os nadadores conseguem sim respirar naturalmente dentro do maiô.