Os primeiros praticantes do tênis de mesa no Brasil foram turistas ingleses, que por volta de 1905 começaram a implantá-lo em nosso país. Porém, foi apenas em 1912 que o esporte passou a ser praticado de uma forma organizada, visto que antes só era apreciado em residências e clubes.
Naquele ano foi disputado o primeiro campeonato por equipes em São Paulo, que sagrou o Vitória Ideal Clube como campeão. O esporte teve altos e baixos até 1942. A partir daí, atletas cariocas como De Vicenzi, Neves e Ferreira, juntos com os paulistas Bologna, Nunes e W. Silva, aprovaram as novas regras e assinaram convênios que levaram o Tênis de Mesa à oficialização na Confederação Brasileira de Desportos (CBD).
Em 1947, De Vicenzi conseguiu levar o Brasil ao terceiro Campeonato Sul-Americano, estabelecendo de vez o tênis de mesa brasileiro no cenário internacional. Diante destas conquistas no passado, hoje o esporte está presente em todos os estados do país, que congregam mais de 20 mil atletas.
O Brasil não tem uma grande tradição no Tênis de Mesa olímpico. O país jamais conquistou uma medalha na história das Olimpíadas. Nas últimas competições, os brasileiros não foram bem. Em Atenas (2004), o Brasil venceu apenas uma partida, terminando os jogos com uma fraquíssima campanha. Somente Thiago Monteiro conseguiu uma vitória.
Hugo Hoyama, maior mesa-tenista brasileiro, teve fracas atuações nos Jogos Olímpicos que disputou. Em 1992, em Barcelona, ele caiu logo na primeira fase. Em Atenas, alcançou sua melhor posição em Olimpíadas, ficando na nona colocação. A boa apresentação não se repetiu nos anos seguintes. Em Sidney, Hugo foi eliminado na terceira rodada e em Atenas voltou para casa ao perder o primeiro jogo.
Em Pequim, o tênis de mesa brasileiro foi representado por quatro atletas: Thiago Monteiro, Gustavo Tsuboi, Mariany Nonaka e Hugo Hoyama. Todos, porém, foram eliminados na primeira fase.