A chama


Foto cedida www.ana.gr
A corredora durante o revezamento de tochas das Olimpídas de Sydney, em 2004
A tocha deve permanecer acesa em todo o percurso de sua jornada. Deve resistir ao vento, à chuva, à neve e às variações climáticas (deserto, montanha, mar). Deve também:
  • ser leve o bastante para o atleta levar (entre 1,4 e 1,8 kg)
  • proteger o atleta do calor da chama (além dos fragmentos que dela possam cair)
  • ter combustível o suficiente para permanecer acesa por todo o trajeto (e um pouco mais, no caso do trecho ser maior do que o previsto)
  • tem uma chama brilhante, visível mesmo num dia ensolarado
Como combustível as primeiras tochas usavam desde pólvora até azeite. Algumas usavam uma mistura de hexamina (composto por formaldeído e amônia) e naftalina (substância composta por hidrogênio e carbono em formato de bolinhas) com um líquido inflamável. Essas substâncias não eram as mais eficazes, além de serem perigosas. Nos jogos de 1956, a última tocha do revezamento foi acesa com magnésio e alumínio. Pequenas brasas caíram dela e queimaram os braços do corredor.

Os primeiros combustíveis líquidos foram introduzidos em 1972 durante os jogos de Munique. As tochas desde então são mantidas por combustíveis líquidos, armazenados sob pressão como líquidos mas com a possibilidade de queimar como gás para produzir chama. O combustível líquido é seguro para o corredor e pode ser armazenado num recipiente leve.

Na próxima seção, vamos ver como a tocha é montada.


Foto cedida www.areamediafiamma.it/ Copyright 2005 Torino 2006
Em 2006, os corredores compartilharam a chama
durante o revezamento da tocha em Turim