História

Torino Football Club

Nome: Torino Football Club

Apelido: Granata (grenás) e Il Toro (o touro)

Data de fundação: 3 de dezembro de 1906

Localização: Turim

Estádio: Stadio Olimpico di Torino, com capacidade para 27.168 pessoas.

Maior artilheiro: Valentino Mazzola, com 118 gols

Principais títulos:

Série A (7)
1927/1928, 1942/1943, 1945/1946, 1946/1947, 1947/1948, 1948/1949 e 1975/1976

Copa da Itália (5)
1935/1936, 1942/1943, 1967/1968, 1970/1971 e 1992/1993

Brasileiros na equipe: nenhum

* ACOMPANHE AQUI OS RESULTADOS DO CAMPEONATO ITALIANO.

A história do Torino inicia-se após uma combinação de equipes surgidas ainda no século XIX. Em 1891, foi criada a Internazionale Torino. Três temporadas depois, foi fundado o FC Torinese. As duas agremiações disputavam o Campeonato Italiano com certo destaque, mesmo sem conquistar o título.

Em 1900, as agremiações se fundiram, mantendo o nome FC Torinese. Em 1906, o clube juntou-se a um grupo de dissidentes da Juventus, até então a maior equipe da cidade, e daí nasceu o Foot Ball Club Torino, que existe até hoje.

Desde o início de sua vida, o Torino carregou consigo a camisa grená. A cor foi escolhida graças à preferência de Alfredo Dick, um dos fundadores do clube e também torcedor do Servette, da Suíça, que trajava essa cor.

Existe, porém, uma versão mais nobre para a escolha. Ela poderia ter sido inspirada na Brigada Savoia, que, em 1706, havia livrado a cidade de Turim da cobiça dos franceses, que sonhavam em tomar o local para si. No retorno da batalha, os soldados vestiam um lenço cor de sangue.

Nos gramados, o Torino já começava a construir uma das rivalidades mais fortes de toda a Itália, contra a conterrânea Juventus. O primeiro confronto se deu logo em 1907, com vitória do time grená por 1 a 0.

E os bons desempenhos em campo não ficariam restritos a esse confronto. Logo na primeira participação no Campeonato Italiano, o Torino terminou em segundo lugar, perdendo a final para o Genoa.

Anos depois, o clube do sul do país voltaria a impedir o primeiro título nacional do Torino. Na temporada 1914/15, o clube grená disputava o Campeonato Italiano com destaque, ficando entre os melhores da eliminatória de sua região. Do outro lado, o Genoa se classificava para a partida decisiva.

O problema é que, em virtude da Primeira Guerra Mundial, a competição daquele ano foi suspensa, assim como as duas seguintes. Em 1919, no retorno às atividades, a Federação Italiana declarou o Genoa como campeão nacional.

A perda do scudetto não abalou o Torino, que continuou em busca dos títulos, e ficou sempre próximo dos principais times do país. A primeira vez que conseguiu o troféu, porém, foi manchada por um escândalo.

Na temporada 1926/27, o time conquistou o Campeonato Italiano deixando a rival Juventus ficando com o segundo lugar. A equipe, porém, teve a conquista revogada pela FIGC (Federação Italiana), que acusou o Torino de subornar equipes para vencer o rival alvinegro. A taça só iria mesmo para a galeria da equipe grená na temporada seguinte.

Foi, no entanto, uma conquista à parte. Isso porque a agremiação passaria a década seguinte longe das principais conquistas. Mas a volta ao lugar mais alto do pódio, porém, seria no período mais glorioso do clube. Era o começo do “Grande Torino”.

O primeiro passo para essa fase veio em 1935/36, quando o time conseguiu seu primeiro título na história: a Copa da Itália. No ano seguinte, o Torino mudou seu nome para Football Club ad Associazone Calcio por pressão do governo fascista.

Foi no início dos anos 1940, porém, que o clube viveu seu auge. Na temporada 1942/43, depois de 15 anos, conseguiu mais uma vez o título do Campeonato Italiano, com a equipe comandada pelo talentoso Valentino Mazzola.

Seria o primeiro de outras quatro conquistas. Isso porque a competição ficou paralisada por dois anos (1943/44 e 1944/45) devido à Segunda Guerra Mundial. Depois disso, o Torino venceu os Italianos de 1945/46 a 1948/49.

A grande época, porém, foi interrompida por uma das maiores tragédias do esporte mundial. Em 4 de maio de 1949, o Torino voltava para a Itália depois de uma partida amistosa em Lisboa, contra o Benfica.

Perto de Turim, devido ao mau tempo e a um problema mecânico, o avião que carregava elenco, comissão técnica e alguns jornalistas que acompanharam o confronto chocou-se com a Basílica da cidade de Superga. O acidente destruiu parte da construção e matou todos os tripulantes.

A tragédia causou comoção geral na Itália. Do elenco do Torino só se salvaram três jogadores, que, por motivos variados, não viajaram com a equipe. Entre os mortos, craques como Valentino Mazzola e Mario Rigamonti, que eram também da seleção italiana. Logo depois, foi realizada uma partida entre um time símbolo do Torino, composto por jogadores de outras equipes, e o River Plate, da Argentina, em homenagem aos familiares das vítimas.

Depois do desastre, o Torino foi obrigado a disputar o restante do Campeonato Italiano com uma equipe de juvenis, simplesmente porque não tinha atletas para compor o time principal. Mesmo assim, conquistou o amargo título nacional de 1948/49.

Seria um baque muito grande para o clube. Após o acontecimento, o Torino demorou para voltar a disputar um título. Pelo contrário. Dez anos após a tragédia, o time fez campanha ruim, terminou o Campeonato Italiano na 17ª colocação e caiu, pela primeira vez, para a Série B.

A estada longe dos melhores foi rápida e fez até bem para o clube. Logo na temporada seguinte, o Torino retornou à elite e aproximou-se das conquistas da Copa Itália de 1960/61 e do Campeonato Italiano de 1964/65. O clube conseguiria o troféu da Copa da Itália na temporada 1967/68.

O grande momento pós-tragédia veio na década de 1970. Na temporada 1975/76, o Torino voltou a vencer o Campeonato Italiano, depois de disputa acirrada com a rival Juventus.

Depois disso, teria outra chance de fazer história. Em 1991/92, chegou à final da Copa da UEFA, que seria o primeiro título continental do clube, mas acabou derrotado pelo critério de gols marcados fora de casa pelo Ajax, da Holanda.

No ano seguinte, ainda conquistaria a Copa da Itália, mas a década de 1990 ficaria marcada pelas alternâncias de divisões da agremiação. O pior momento aconteceria no começo do século XXI. Em 2005, por problemas financeiros, não conseguiu disputar a Série A, e teve de mudar seu nome para Torino Football Club.

No ano seguinte, conseguiria o acesso à elite, e ainda teria de trocar de nome novamente para Torino Football Club 1906, que carrega consigo até os dias atuais.

Mascote

A mascote do Torino é um touro grená, que está representado, inclusive, no escudo da agremiação. A escolha é uma clara referência ao nome do clube e também da cidade de Turim.

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Mascote do Torino