Campeonato Espanhol - Valencia

Autor: 
MBPress

Valencia

Nome: Valencia Clúb de Fútbol

Apelido: Che

Data de fundação: 1919

Localização: Antiga Senda de Senent, 11, Valência

Estádio: Mestalla

Maior artilheiro: Mundo (269 gols)

Principais títulos: Campeonato Espanhol (6) - 1941/42, 1943/44, 1946/47, 1970/71, 2001/02 e 2003/04

Copa da Espanha (6) -
1940/41, 1948/49, 1953/54, 1966/67, 1978/79 e 1998/99

Copa da UEFA (1) -
2003/04

Recopa (1) -
1979/80

Brasileiro na equipe: Edu

* ACOMPANHE AQUI OS RESULTADOS DO CAMPEONATO ESPANHOL

A história do Valencia começa em 1919, mais precisamente em um bar, quando um grupo de praticantes de futebol (esporte que na época já era razoavelmente conhecido não só na cidade como em todo o país) decidiu criar um clube.

O detalhe mais curioso é como foi escolhido o primeiro presidente. Octavio Augusto Milego Díaz venceu a “eleição” contra Gonzalo Medina Pernás em uma disputa de azar com uma moeda. Na época, o Valencia Clúb de Fútbol surgia como uma força emergente na cidade, que já tinha Levante, Valencia (outro clube) e Gimnástic como principais equipes.

Logo em 1923, o clube conseguiu o estádio que utiliza até hoje para mandar seus jogos, o Mestalla. Na ocasião, a diretoria comprou o terreno e logo inaugurou sua praça de disputas futebolísticas.

Os desempenhos abaixo da média em torneios regionais deixaram o Valencia fora da primeira divisão do Campeonato Espanhol, e a briga do time por um lugar na elite durou algum tempo. Na temporada 1931/32, o time conseguiu ficar entre os melhores, quando foi o sétimo da divisão principal.

A ascensão seria duradoura. O clube manteve-se vivo com campanhas medianas nos anos 1930, e começou a crescer na década de 40. Logo na temporada 1940/41, veio o primeiro grande título da história, a Copa da Espanha. No ano seguinte, a inédita conquista até então do Campeonato Espanhol, e, duas temporadas depois, o segundo troféu nacional consolidaria a força do Valencia em seu país. Em 1946/47, viria o terceiro título.

Daí até a primeira metade da década de 1950, o clube não repetiu os títulos, mas se manteve sempre entre os melhores, assustando os grandes e se aproximando cada vez mais dos troféus.

Nos anos 60, já consolidado como força do país ibérico, o Valencia buscou afirmar-se no continente. Ganhou títulos de torneios amistosos na Europa, como a Copa de Férias, ao mesmo tempo em que não ia bem no torneio nacional.

A recuperação caseira, porém, viria no início da década de 70, com o argentino naturalizado espanhol Alfredo di Stéfano como treinador. Logo na primeira temporada no clube, o ex-meia levou o Valencia ao seu quarto título do Campeonato Espanhol, na temporada 1970/71.

Na segunda metade da década, um outro argentino cavaria seu espaço no clube, o atacante Mario Kempes. Contratado em 1976/77, o jogador, que seria campeão do mundo com seu país, ajudou a equipe a conquistar a Recopa de 1978/79 na final contra o Arsenal.

Paradoxalmente, logo depois dessas temporadas de sucesso o Valencia passou por um momento complicado em sua história, caindo para a segunda divisão pela primeira vez desde o acesso na década de 1930. O calvário, no entanto, duraria apenas uma temporada. Logo no ano seguinte, o Valencia retornou, e por mais um período conseguiu manter-se entre os principais clubes do país.

O fim do ano de 1999 e o começo do século XXI marcariam o melhor momento da história do Valencia. Com um time cheio de estrelas, o clube conseguiu dois títulos do Campeonato Espanhol (2001/02 e 2003/04) e dois vice-campeonatos da Liga dos Campeões (1999/00 e 2000/01). Além disso, o Valencia obteve também a taça da Copa da UEFA. Foi na temporada 2003/04, quando derrotou o Olympique de Marselha por 2 a 0, em Gotemburgo, na Suécia.

MASCOTE

A mascote do Valencia é um morcego, que, inclusive, aparece acima do símbolo do clube. Na verdade, o mamífero é um símbolo também da cidade de Valência, que remonta às brigas pela posse do município ainda na Idade Média, quando muçulmanos e cristãos duelavam por esta e por outras localidades espanholas.

Diz a lenda que os árabes domesticavam esses animais voadores naquela época para controlar a proliferação de insetos. Certa vez, um profeta teria dito que enquanto um determinado morcego pudesse voar pela cidade, esta ficaria em poder dos muçulmanos.

Um dia, o morcego pousou no casco do navio de Jaime I, cristão que cercava Valência com o intuito de tomá-la para si. Ciente do bom presságio, invadiu a cidade e a conquistou. Para garantir sua segurança, resolveu incluir o morcego no escudo do município.


Mascote do Valencia