Ídolos, principais resultados e artilharia

Autor: 
MBPress

Ídolos

Apesar de ter sido criado em uma cidade que já tinha clubes de futebol, com o tempo o Valencia firmou-se não apenas regionalmente, mas também transformou-se em um dos grandes da Espanha.

A primeira geração de brilho do clube foi na década de 40, quando o time conseguiu três títulos nacionais. Na época, o destaque era o ataque elétrico (ou “la delantera elétrica”), encabeçado por Edmundo Suárez, o Mundo. O atleta defendeu o time da temporada 1939/40 até 1949/50 - conquistou três Campeonatos Espanhóis, foi artilheiro em duas oportunidades (1941/42 e 1943/44) e, no total, marcou 269 gols em 287 partidas. Com isso, é o maior artilheiro da história do clube

Ao seu lado, destacava-se o também atacante Gorostiza. O jogador, que já havia ido bem nas primeiras edições do Espanhol com a camisa do Athletic de Bilbao, destacou-se no Valencia e conquistou os troféus em 1941/42 e 1943/44.

Artilheiro

O maior artilheiro da história do Valencia é o atacante Edmundo Suárez. Conhecido como “Mundo”, ele defendeu o clube na década de 1940 e participou da conquista dos três primeiros títulos espanhóis do time, nas temporadas 1941/42, 1943/44 e 1946/47.

Ao todo, Suárez marcou 269 gols em 287 partidas, com média de pouco mais de um por jogo. É também o quinto maior artilheiro do Campeonato Espanhol, atrás apenas de Telmo Zarra, Alfredo di Stéfano, Lángara e Ferénc Puskas.

Na meia, junto com os dois, estava o armador Epi. O atleta ficou de 1940/41 a 1948/49 no clube, e participou da conquista dos três títulos nacionais. Logo depois dessa fase de glórias, o Valencia começou a dar espaço para o meio-campista Antonio Puchades, que em breve se tornaria um dos maiores nomes da história do clube, comandando o time em toda a década de 50. Seu melhor companheiro foi Juan Carlos Quinconces. Também meio-campista, defendeu o Valencia de 1953/54 a 1963/64, e ajudou o clube a conquistar duas Copas de Férias, torneios amistosos internacionais que marcaram a história de competições continentais do clube.

Já na década de 1960, o grande ídolo valenciano foi o brasileiro Waldo. Ex-Fluminense, o atacante chegou em 1961/62 e marcou época no setor ofensivo do time. Apesar de não ter conquistado nenhum título, conseguiu sagrar-se artilheiro do Espanhol na temporada 1966/67.

Todos esses gols, porém, não garantiram o quarto título do certame nacional. Em 1970/71, sob o comando de Alfredo di Stéfano, a equipe teve Claramunt como estrela principal. Ele chamava atenção também pela liderança. Foi o primeiro atleta do Valencia a vestir a tarja de capitão da seleção nacional.

Na segunda metade da década de 70, o Valencia teria um novo ídolo, vindo da Argentina. Tratava-se do atacante Mario Kempes, que chegou ao clube em 1976/77, e alcançou o auge de sua carreira por lá mesmo. Estava no Valencia quando ajudou seu país natal a levantar sua primeira Copa do Mundo, em 1978, na Argentina. Pelo time espanhol, venceu a Recopa de 1979/80 contra o Arsenal e ainda sagrou-se artilheiro do Campeonato Espanhol em 1976/77 e 1977/78.

Ao seu lado estava Arias. O zagueiro tornou-se lenda no Valencia pela longevidade. Ficou no clube de 1976/77 a 1991/92, disputando um total de 15 temporadas na primeira divisão do Campeonato Espanhol. 

Depois disso, vieram os heróis do fim da década de 90. Um deles foi o meia Gaizka Mendieta. Capitão e principal homem de armação do time que foi duas vezes vice-campeão da Liga dos Campeões, o atleta ainda ganhou notoriedade vestindo a camisa da seleção espanhola. Nesse período, um outro brasileiro chegou a brilhar. O lateral Fábio Aurélio, que foi revelado pelo São Paulo, decidiu o título do Campeonato Espanhol a favor do Valencia ao marcar um dos gols da vitória por 2 a 0 sobre o Málaga na temporada 2001/02, que definiu o certame.

O maior de todos eles, porém, estava debaixo das traves. Santiago Cañizares, depois de passagens sem muito sucesso por Celta de Vigo e Real Madrid, chegou ao Valencia em 1998/99 e está lá até hoje. Participou dos dois títulos nacionais do século XXI, da Copa da UEFA de 2003/04 e também dos vice-campeonatos da Liga dos Campeões, sempre com destaque.

Brasileiro no Valencia

Apesar da tradição de contar com bons jogadores brasileiros em seus plantéis, o Valencia hoje tem apenas um jogador do país em seu elenco. Trata-se do meio-campista Edu. Revelado pelo Corinthians no fim do século passado, o atleta, que também se destacou no Arsenal, da Inglaterra, busca uma afirmação na equipe espanhola.

Desde que chegou ao clube, em 2005, sofreu com lesões e ficou fora de praticamente duas temporadas. A ausência, inclusive, acabou tirando o jogador das listas de convocações da seleção brasileira.

Títulos

O Valencia conquistou seis vezes o Campeonato Espanhol e a Copa da Espanha, uma vez a Copa da UEFA e uma vez a Recopa.

Campeonato Espanhol

 1941/42  1943/44  1946/47  1970/71  2001/02  2003/04

Copa da Espanha

 2003/04  1948/49  1953/54  1966/67  1978/79  1998/99

Copa da UEFA

 2003/04

2003/04 (1)

Recopa

 1979/80