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| o Vasco da Gama |
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Fundado no dia 21 de Agosto de 1898, por um grupo de amigos praticantes de remo, o Club de Regatas Vasco da Gama teve apoio, na sua criação, de caixeiros portugueses que também tinham interesse em praticar o esporte. Sem ainda pensar no futebol, o clube carioca foi ganhando nome na cidade do Rio de Janeiro devido aos seus primeiros títulos no remo, atividade esportiva muito popular naquela época.
Já em 1900, quando Vasco e Flamengo nem cogitavam a possibilidade de praticar o esporte bretão, as duas agremiações deram início a uma das maiores rivalidades entre clubes do cenário esportivo mundial. Neste ano, em um páreo homônimo do clube da Gávea, as equipes de remo das duas entidades se enfrentaram, pela primeira vez, e o barco vascaíno acabou como o grande vencedor. Assim, foi dada a largada para a impressionante disputa pela superioridade entre flamenguistas e vascaínos, que perdura até os dias atuais.
Nome: Club de Regatas Vasco da Gama Apelidos: Bacalhau; Gigante da Colina Data de Fundação: 1898 Localização: Rua General Almério de Moura, 131 - Bairro Vasco da Gama Estádio: São Januário Maior Artilheiro: Roberto Dinamite (708 gols) Principais Títulos * ACOMPANHE AQUI OS RESULTADOS DO CAMPEONATO ESTADUAL DO RIO |
Com a popularidade do esporte aumentando, o Vasco, até então restrito à prática do remo, passou a demonstrar interesse em montar uma equipe de futebol. A solução encontrada foi uma fusão com o Lusitânia, que não podia participar da Liga Metropolitana por não ter jogadores brasileiros em seu quadro.
Após muitas conversas com a diretoria vascaína, o clube luso resolveu ceder a união e um time de atletas brasileiros e portugueses foi formado. Sendo assim, em 1915, o Vasco da Gama dava início a sua história no meio do futebol.
Até chegar à elite do esporte do bretão, o Gigante da Colina passou sete anos na terceira e segunda divisões, conseguindo o acesso para a primeira apenas em 1922, ao derrotar o Carioca na final da Série B, por 8 a 3.
Logo nos primeiros anos em que disputou a primeira divisão do Campeonato Estadual, o clube cruzmaltino sagrou-se bicampeão (1923 e 1924) e contrariou a tudo e a todos escalando um time de negros e operários. As principais equipes da época, como Flamengo, Botafogo, América e Fluminense, eram formadas, basicamente, por jovens jogadores da elite carioca.
Esses contrastes e essas vitórias não agradaram aos responsáveis pelo futebol do Rio de Janeiro. Seus adversários iniciaram uma investigação baseada em denúncias de que os atletas vascaínos recebiam salários para jogar, prática proibida pela organização da Liga Metropolitana, já que o esporte no país ainda era considerado amador.
Para burlar a organização do campeonato, o Vasco providenciou junto aos comerciantes portugueses a “contratação” dos atletas do clube, justificando assim o recebimento de salário por parte dos jogadores. Porém, mesmo que de forma velada, o que mais incomodava as autoridades do futebol da época era a origem dos jogadores vascaínos.
Pobres, negros, mulatos e operários ganharam espaço no esporte bretão, anteriormente considerado uma diversão para a elite, graças à iniciativa do Club de Regatas Vasco da Gama. A entidade deixou de lado o preconceito e, diferentemente das outras associações, passou a aceitar atletas de origens mais humildes no quadro esportivo da agremiação.
Mas a louvável atitude dos membros do clube luso-brasileiro custou caro ao time da cruz de malta. Em uma manobra política para afastar o Vasco do futebol, seus adversários se desvencilharam da Liga Metropolitana e criaram a Associação Metropolitana, não aceitando o ingresso do time vascaíno.
Imagem cedida pelo Clube de Regatas Vasco da Gama
Vasco/Divulgação
Crédito: Marcos Malta/VipComm
Com a alegação de que o time cruzmaltino era formado por atletas de profissão duvidosa e não contava com um estádio em boas condições, os dirigentes das outras agremiações conseguiram seu objetivo: o Vasco estava de fora do Campeonato Estadual.
Somente em 1925, após o pedido do dirigente do Botafogo Carlito Rocha, o Gigante da Colina foi admitido na Associação Metropolitana e voltou a disputar a competição junto dos outros grandes clubes da cidade.
Porém, os dirigentes vascaínos ainda estavam engasgados com o preconceito do qual haviam sido vítimas. Para não dar mais espaço a manobras com intuito de afastar o clube dos principais torneios, a entidade recolheu uma boa quantia de associados e simpatizantes, em sua maioria comerciantes portugueses, para a construção de um estádio digno de um time campeão. Em 1927, foi inaugurado o Estádio São Januário, a casa do Club de Regatas Vasco da Gama.
Com um local propenso à prática do esporte e com o fim das atitudes preconceituosas das quais sofreu, o Vasco pôde crescer e conquistou mais quatro títulos estaduais (1929, 1934, 1936 e 1945) antes de iniciar sua primeira época de ouro: o Expresso da Vitória.
Djalma, Maneca, Friaça, Lelé e Chico formaram um dos ataques mais arrasadores da história do futebol do Rio de Janeiro. Nos campeonatos estaduais de 1947 e 1949, quando o clube cruzmaltino sagrou-se campeão invicto, os craques vascaínos marcaram 152 gols em apenas 40 partidas disputadas, alcançando a incrível média de 3,8 gols por jogo.
Além das conquistas regionais, e de ceder boa parte do elenco para a seleção brasileira na Copa do Mundo de 1950, ano em que mais uma vez conquistou o Estadual, o Expresso da Vitória triunfou também, de forma invicta, no Torneio dos Campeões Sul-americanos, em 1948. A equipe vascaína desbancou o grande favorito River Plate, do craque Di Stéfano, e o Nacional, do Uruguai, do artilheiro Atílio Garcia.
Após mais um título estadual, em 1952, o Expresso da Vitória não resistiu à renovação de elenco natural em qualquer clube de futebol, e acabou sendo desfeito. O Gigante da Colina continuou tendo sucesso nas competições regionais, mas nada que lembrasse a forma arrebatadora com que o Expresso derrotava seus adversários.
O primeiro título nacional veio apenas em 1974, quando o time liderado por Roberto Dinamite, Alcir e Jorge Carvoeiro derrotou o Cruzeiro na final, por 2 a 1, e sagrou-se campeão brasileiro.
Quinze anos depois, em 1989, a equipe do técnico Nelsinho, que contava com jogadores como Acácio, Luís Carlos Winck, Bebeto e Sorato, conquistou o bicampeonato brasileiro. Em uma partida emocionante, com um gol de cabeça de Sorato aos 40 minutos do segundo tempo, o Vasco derrotou o São Paulo, em pleno Morumbi, e ficou com a taça daquele ano.
Mas o Gigante da Colina queria mais. Na década seguinte, mais especificamente em 1997, o time de São Januário iniciou um dos melhores momentos da história do clube. Daquele ano até 2000, o Vasco conquistou diversos títulos importantes e encheu de alegria os seus torcedores.
No Brasileirão de 1997, quando Edmundo foi artilheiro da competição, marcando 29 gols e quebrando o recorde anterior que era de Reinaldo, um time de jogadores jovens e experientes encantou todo o país com um belíssimo futebol. O titular era formado por Carlos Germano; Válber, Odvan, Mauro Galvão e Felipe; Luisinho, Nasa, Juninho Pernambucano e Ramón; Edmundo e Evair.
Em 1998, por ter se sagrado campeão nacional no ano anterior, o Vasco disputou a Taça Libertadores da América e, com uma campanha irretocável, conquistou mais um caneco sul-americano para a história do clube. Com uma nova dupla de ataque, formada por Luizão e Donizete, o time cruzmaltino superou o Barcelona de Quayaquil na final e trouxe o título para o Brasil. No meio-campo, Juninho Pernambucano continuava a ser o grande maestro da equipe, com sua garra e habilidade fora do comum.
O ano de 1999, por mais que não tenha sido recheado de conquistas importantes para os vascaínos, não passou em branco. A equipe, que estava sofrendo uma reformulação, manteve a base vencedora de 1997 e 1998 e foi campeã do extinto Torneio Rio-São Paulo.
Porém, o ano 2000 reservava muitas alegrias aos torcedores cruzmaltinos. Em uma final histórica contra o Palmeiras, o clube de São Januário conquistou a Copa Mercosul de maneira emocionante. A primeira partida, disputada no Rio de Janeiro, terminou 2 a 0 a favor dos cariocas. No segundo confronto, o Vasco foi à cidade paulista com a vantagem de apenas empatar para levar o título, mas acabou derrotado por 1 a 0, forçando a disputa de um terceiro jogo.
Quem ganhasse, ficaria com o título. Mas o que parecia fácil se tornou um drama. Em um primeiro tempo apático da equipe do Rio, os palmeirenses aproveitaram para “liquidar” com o jogo: 3 a 0 na etapa inicial. Nem o mais otimista dos vascaínos acreditava na reversão daquele placar. Contrariando a lógica, o improvável aconteceu. Com gols de Romário (3) e Juninho Paulista, o Vasco conseguiu uma das viradas mais espetaculares do futebol e levantou a taça da Copa Mercosul do ano 2000.
Algumas semanas depois da conquista, o Gigante da Colina começou a decidir, contra o São Caetano, o título de campeão brasileiro. Na primeira partida, disputada no Palestra Itália, igualdade de 1 a 1 no placar. Porém, esse torneio do fim do século 20, só conheceu seu vencedor no século 21. A segunda partida da final, originalmente marcada para o dia 30 de dezembro, foi interrompida nos minutos iniciais da primeira etapa, devido a um acidente nas arquibancadas do estádio de São Januário.
Com a proximidade do fim do ano, o jogo foi remarcado para o dia 18 de janeiro de 2001, no Maracanã. O Vasco venceu por 3 a 1 e conquistou o último título de grande importância de sua história: o tetracampeonato Brasileiro.
Veja abaixo um vídeo com a trajetória do Vasco.
Mascote
Devido ao grande apoio dos portugueses na fundação do clube, e também na construção do estádio de São Januário, a mascote do Vasco é a imagem de um típico comerciante português: barrrigudo, de bigode e com um lápis preso na orelha direita.
Mascote do Vasco