Técnicas e termos básicos de vela

As técnicas básicas de navegação a vela poderm ser aprendidas facilmente em algumas aulas, no entanto, para aperfeiçoá-las são necessários muitos anos de experiência. Das muitas técnicas e habilidades necessárias para velejar, cinco são essenciais: preparação das velas, equilíbrio do barco, ajuste longitudinal, posição da deriva e manutenção de curso.

 

Racing yacht.
Ryan McVay/Allsport Concepts
Membros da tripulação de um iate de regata - eles, com certeza, conhecem as cinco técnicas básicas da vela
  1. Preparação das velas - barcos a vela não podem ser levados diretamente contra o vento, ou há o risco de pararem completamente (quando literalmente não há vento nas velas). Dependendo de seu ponto de navegação (a direção do barco em relação à direção do vento), posições diferentes de vela podem ser necessárias. É possível posicionar a vela principal ouvindo o ruído que ela faz: afrouxe a vela até que ela comece a oscilar ao longo da bolina, a parte mais próxima do mastro, e depois volte a içar até que ela pare de oscilar.

  1. Equilíbrio lateral do barco - quando o barco começa a se inclinar para um dos lados, ele está adernando. Para controlar esse movimento e manter o curso, é importante estar ciente do vento e da posição das velas. Lembre-se também do peso que leva a bordo e de como ele está distribuído. Caso o barco esteja se inclinando para bombordo, é possível reverter a tendência de virar transferindo o peso (ou o da tripulação) para o lado oposto (estibordo).
  1. Equilíbrio longitudinal - um barco também precisa de equilíbrio no eixo do comprimento. Geralmente, a porção frontal do barco (proa) é ligeiramente mais alta do que a traseira (popa) e a distribuição do peso dos corpos a bordo (o da tripulação) é essencial para esse balanço. Caso seu barco esteja baixo demais na água pela popa, transfira o peso para mais perto da parte central ou frontal. Caso ele esteja afundando de proa, recue em direção à popa. Um barco corretamente equilibrado permite navegação mais rápida.
  1. Posição da deriva - há um equilíbrio delicado entre o barco e o vento, e é fácil sair de curso caso ele se perca. A deriva, peça de madeira, de fibra de vidro ou de metal, é uma quilha móvel sob o casco. Ao ajustá-la em relação ao seu ponto de navegação, você consegue corrigir qualquer desvio.
  1. Manutenção de curso - ir do ponto A ao ponto B nem sempre pode acontecer em linha reta, especialmente se isso colocar o barco contra o vento. Planejar rota que conduza o barco ao seu destino no tempo mais curto é uma disciplina conhecida como manutenção de curso, que geralmente é conduzida por meio de uma manobra conhecida como cruzar, na qual o barco se move em ziguezague em direção oposta ao vento.
Todos os nós

Os marinheiros conhecem bem os tipos de nós que existem. Há dois tipos básicos que você precisa aprender: o nó de conexão e o nó de amarradura. O nó de conexão une duas cordas e o de amarradura consiste em uma corda que gira em torno de si mesma para prender o barco a um pilar.

Há centenas de tipos de nós, mas sua lista deve incluir apenas os básicos.

  • Bolina: o nó de bolina é o mais básico. Cria um laço, é forte e desamarrá-lo é fácil. Em caso de dúvida, use sempre o nó de bolina.
  • Nó quadrado: o nó quadrado, ou nó de recife, é usado para unir duas cordas ou linhas do mesmo tamanho. Você pode tê-lo aprendido nos escoteiros, em aulas de primeiros socorros ou ao amarrar os sapatos.
  • Nó de trevo: uma forma fácil de prender um barco temporariamente a um anel ou a um pilar.
  • Nó de volta e meia: um nó freqüentemente usado para amarrar um barco a um pilar ou a um anel de atracação.
  • Nó de oito: um nó de bloqueio usado para impedir que uma corda se desamarre ou escape de um anel ou outro implemento. É um nó essencial para a vela e para a escalada.
  • Nó de alongamento: precisa de uma corda mais comprida? Um nó de alongamento é uma boa maneira de unir duas cordas temporariamente.

A seguir aprenderemos sobre a segurança na vela, bem como sobre algumas das superstições de velejadores.