Em 1963 o casal Newman e Naomi Darby desenvolveu o primeiro protótipo do que viria a ser uma prancha a vela. Newman era velejador e Naomi era canoísta. O sonho de Naomi era adaptar uma vela à sua canoa. A prancha deu certo, porém, os altos custos de fabricação, bem como toda a burocracia para patentear a idéia fizeram com que o casal desistisse de sua invenção.
Cinco anos mais tarde, os amigos Jim Drake, engenheiro aeroespacial, e Hoyle Schweitzer, empresário e surfista, patentearam a criação do casal Newman, batizando o novo equipamento esportivo de Windsurf.
O grande problema, naquela época, era criar uma prancha que funcionasse como uma espécie de barco, porém, sem o leme. Demorou até que os amigos percebessem que a prancha poderia ser direcionada apenas com o movimento do corpo, e passaram então a fabricar pranchas com tamanhos e shapes diferenciados.
A primeira prancha que eles fabricaram foi chamada de SK-8s e era de fibra de vidro, um material muito caro até então. Depois de muito procurar por outro tipo de material, Schweitzer passou a utilizar o polietileno da Dupont, empresa que se encarregou de divulgar o equipamento.
A prancha a vela sempre tem preferência em relação a um barco a motor ou jet ski, pois tem menor mobilidade. Já no caso de duas “velas” em bordos distintos (cruzamento), tem a preferência quem está a bombordo, ou seja, quem está com a vela à esquerda. Se por acaso as velas estiverem do mesmo lado, tem preferência aquela que estiver orçando mais. |
Pouco a pouco o esporte foi ganhando o mundo. Em 1970 a empresa Tencate comprou a licença para fabricar o Windsurf pela Holanda e rapidamente o esporte ganhou a Europa. Entre 1973 e 1978 foram produzidas cerca de 150 mil unidades. Em 1984 veio o grande salto. Durante uma reunião realizada em Moscou, o Comitê Olímpico Internacional reconheceu o windsurf como esporte olímpico autorizando a sua participação nos Jogos Olímpicos daquele ano.
Imagem cedida pela Professional Windsurfers Association
Crédito: John Carter/PWA
O primeiro ídolo do windsurf internacional foi o norte-americano Roby Naish, pentacampeão mundial e responsável pela divulgação do windsurf competitivo nas praias do mundo todo. Aqui no Brasil, o esporte chegou através do paulista Fernando Germano que trouxe a primeira prancha de windsurf para cá. Outros pioneiros do windsurf no Brasil são Klaus Peter, Marcelo Aflalo e Leonardo Klabin.
Atualmente o esporte é organizado pela PWA – Professional Windsurfer`s Association que é a entidade responsável por organizar as competições mundiais. No Brasil, a Confederação Brasileira de Vela e Motor e a Associação Brasileira de Windsurf regulamentam o esporte por aqui. Todas essas entidades seguem as normas da ISAF – International Sailing Federation, entidade máxima de vela no mundo.