Categorias

As categorias do windsurf são determinadas pela PWA – Professional Windsurfer´s Association. A grande variedade de estilos dos equipamentos foi um dos fatores que mais contribuiu para a criação das diversas categorias.

As três categorias principais do windsurf são: RS:X (olímpica), Wave (ondas) e Fórmula (velocidade). Essas categorias, porém, dividem-se também em subcategorias que possuem provas e equipamentos específicos. Conheça cada uma delas:

Freestyle
No freestyle vence o windsurfer que fizer as manobras mais radicias. As competições acontecem em lagos ou mares sem muita onda. As provas são decididas em baterias pelos juizes, como no surfe ou no bodyboarding. As pranchas devem ser curtas e largas com bordas arredondadas (255 a 280 cm). As velas também não são grandes (entre 5.0 e 7.5 m2), permitindo uma rápida aceleração.

Mistral
Todas as pranchas são produzidas pela Mistral e os velejadores competem com o mesmo equipamento – nesta categoria o equipamento não faz a diferença e sim a habilidade do mesmo. A prancha deve ter 372 cm e a vela deve ser de 7.4 m2. Era a categoria olímpicia até a criação da Neilpryde RS:X.

Fórmula Windsurfing
A regata se dá em um percurso quadrado para que o competidor veleje em popa, contra-vento e través. Cada velejador só pode inscrever uma prancha e três velas para o evento. A prancha deve ter uma largura máxima de 105 cm e pesar, no mínimo, 8,5 kg. As velas também são grandes – acima de 8.5 m2.

Wave
Pranchas pequenas com bordas arredondadas feitas especificamente para descer e saltar ondas fazendo muitas manobras. As pranchas têm entre 245 e 280 cm e as velas entre 3.0 e 6.5 m2. Os bicos das pranchas devem ser levantados para evitar “embicadas” nas ondas. Aqui o que vale é manobrar em muita velocidade. As competições atraem muito público e os velejadores dão verdadeiros shows no mar.

Onde praticar


Crédito: Márcio Rodrigues/ Fotocom.net

O Brasil possui excelentes locais para a prática de windsurf. O Nordeste brasileiro em geral, com vento o ano inteiro, é sem dúvida um dos mais apropriados. Porém, existem outros locais por aqui que recebem um grande número de velejadores e sediam torneios nacionais e internacionais: Ibiraquera (SC), Ilhabela (SP), Lago Paranoá (DF), represa de Guarapiranga (SP), Lagoa da Conceição (SC), Araruama (RJ), represa de Avaré (SP), além das diversas prais do Rio de Janeiro.


Indoor
A competição acontece em uma piscina (sim, uma piscina!) e são colocados ventiladores nas bordas para produzir muito vento. Existem dois tipos de competição: regata slalom, onde os velejadores dão jibes em duas bóias dentro da piscina, ou saltos, onde o velejador salta sobre uma rampa para executar diversas manobras. Com todos esses “ingredientes” dá para imaginar o espetáculo que é uma competição indoor!

Raceboard
É a categoria mais tradicional do windsurf. As pranchas não são padronizadas como a Mistral, mas elas têm limites de peso. As velas não devem ultrapassar 7.5 m2 e as pranchas tem em média, 380 cm. Essa categoria se subdivide de acordo com o peso de seus competidores: raceboard leve, para velejadores abaixo de 70 kg, e raceboard pesado, para aqueles que pesam acima de 75 kg. Os velejadores que pesam entre 70 e 75 kg podem optar entre a categoria leve ou pesado.

Freeride
A categoria Freeride engloba os equipamentos ideais para os iniciantes. As pranchas são resistentes e mais baratas e não são específicas para um determinado tipo de prova. Ideal para os velejadores de finais de semana.

Slalom
As competições são realizadas em um percurso no formato da letra W, onde os velejadores percorrem 5 retas e fazem 3 jibes. Aqui, o que vale é largar da melhor maneira possível para adquirir muita velocidade nas retas. As provas só acontecem com ventos acima de 12 nós. As pranchas são muito leves e as velas normalmente são menores do que 6.5 m2.

Course racing
Não há limite para o equipamento e as pranchas geralmente são mais largas e as velas maiores. As regatas são disputadas em barlavento (contra-vento e popa).

Speed
Aqui ganha quem realmente for o mais rápido. As competições acontecem em águas calmas, sem ondas e com vento acima de 25 nós. As pranchas pesam menos do que 4 kg. O recordista de velocidade no windsurf é Finian Maynard, das Ilhas Virgens Britânicas, que atingiu a marca de 48, 7 nós (algo em torno de 90 km/h).

Neylpride RS:X
Essa categoria foi criada em 2004, após a Olimpíadas de Atenas, e veio para substituir a Mistral. Esta será a categoria oficial de windsurf nos Jogos Olímpicos de Pequim.A prancha tem um desenho mais moderno e atinge velocidades mais altas. Os homens usam vela de tamanho 9,5 m2 e as mulheres 8,5m2. O equipamento permite velejar em qualquer tipo de vento e ondulação, por isso foi escolhida como categoria olímpica. Todos os velejadores devem usar exatamente o mesmo material (one design) – prancha, vela, retranca e mastro.

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Crédito: Márcio Rodrigues/ Fotocom.net

No Pan

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Crédito: Márcio Rodrigues/ Fotocom.net

O campeão brasileiro da classe RS:X, Ricardo Winicki, o Bimba, obteve a medalha de ouro nos Jogos Pan-americanos realizados no Rio de Janeiro, em 2007. No feminino, Patrícia Castro ficou com a medalha de prata